Segunda-feira, 24 de Junho de 2019
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Péssimas condições das vias do Distrito Industrial devem render prejuízo mensal de 3% do faturamento

O alerta é do presidente do Conselho de Economia do Amazonas (Corecon/AM), Marcus Evangelista, e do vice-presidente da Conselho, Nelson Azevedo, que também é vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas 



1.png Buracos causam atraso de até 20% no tempo de percurso normal até as fábricas, atrasando a produção
01/05/2015 às 17:06

As empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) acumulam um prejuízo mensal de até 3% sobre o faturamento em função dos problemas de logística e transporte causados pelo excesso de buracos nas ruas do Distrito Industrial. O alerta é do presidente do Conselho de Economia do Amazonas (Corecon/AM), Marcus Evangelista, e do vice-presidente da Conselho, Nelson Azevedo, que também é vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam).  Os dois atuam ainda como consultores econômicos.

“Com o grande número de buracos nas ruas do Distrito, os ônibus que fazem o transporte dos funcionários chegam a demorar até 20% a mais do período normal de deslocamento e isso atrasa produção. Além do mais, as empresas que optam por não terceirizar a frota de veículos estão tendo prejuízos com o conserto dos carros. Junto, esses dois fatores têm acumulado uma perda de pelo menos 3% sobre o faturamento, considerado grande já que a maioria das empresas está em crise”, explicaram Evangelista e Azevedo.

Por outro lado, a falta de infraestrutura no Distrito Industrial também é um grande entrave para a atração de novas empresas que desejam se instalar no PIM, informou Nelson Azevedo. “Já vivemos um grande declínio no índice de natalidade das  indústrias no Amazonas e a falta de um serviço tão básico, que é a recuperação de ruas, com toda certeza comprometerá o interesse de novos investidores”, afirmou Nelson.

Entre as vias do Distrito Industrial que estão com excesso de buracos estão Avenida Abiurana, Avenida Açaí, Avenida Buriti, Avenida Solimões, Rua Balata, Rua Juruá, Rua Ipê e Rua Tambaqui. “Essas ruas e avenidas são consideradas as principais do Distrito e sediam grandes multinacionais que vêm de países que buscam incentivar os empregadores e não criar mais problemas para ele administrarem”, observou Marcus Evangelista. 

No mês passado, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) informou, à imprensa, que firmou um convênio com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) para o recapeamento das ruas do Distrito 1.

Estudo

 O estudo que indicou o prejuízo mensal de 3% por conta dos buracos nas vias do Distrito Industrial 1 foi  realizado pela Fieam e pelo Corecon/AM. O convênio entre Suframa e Seinfra para recuperação das vias tem o valor R$ 107,4 milhões. De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, o convênio vale até dezembro de 2015, e o trabalho “está sendo realizado por etapas”.


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