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Pessoal ocupado no comércio cresce 7,2% em 2011, diz IBGE

Os dados fazem parte da Pesquisa Anual do Comércio divulgada nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que analisa três segmentos de atividades no ano de 2011: o comércio por atacado, o comércio varejista e o comércio de veículos, peças e motocicletas 26/06/2013 às 10:11
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Ainda na mesma comparação, a pesquisa aponta que no varejo a taxa de crescimento registrou variação de 12,3%
Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil Rio de Janeiro

O número de pessoal ocupado no comércio em 2011 registrou taxa de crescimento de 7,2%, na comparação com 2010. Naquele ano, o total de pessoas ocupadas no setor atingiu 9,8 milhões, que receberam R$ 130,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.

Os dados fazem parte da Pesquisa Anual do Comércio divulgada nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que analisa três segmentos de atividades no ano de 2011: o comércio por atacado, o comércio varejista e o comércio de veículos, peças e motocicletas.

Segundo a técnica de informação Clician Oliveira, da Diretoria de Pesquisas do IBGE, a alta de 7,2% é a maior verificada desde 2007. "Isso é um resultado muito expressivo. De 2007 para cá é a maior taxa anual," completou.

As empresas com até 19 empregados tiveram participação significativa (56,4%) no resultado e, em 2011, empregaram 5,5 milhões de pessoas. As empresas desse porte foram responsáveis por 42,2% da massa salarial.

Ainda na mesma comparação, a pesquisa aponta que no varejo a taxa de crescimento registrou variação de 12,3%. Em comparativo regional, a Região Norte teve a maior taxa de crescimento (20,5%) no setor, em 2011. Os melhores desempenhos no varejo foram dos segmentos de hipermercados e supermercados; combustíveis e lubrificantes; e lojas de departamento, eletrodomésticos e móveis. 

Já o comércio no atacado cresceu 10,3%. "Foi o melhor ano desde 2007", analisou a técnica. O destaque foi para a Região Centro-Oeste, onde a taxa atingiu 23,3%. "Muito provavelmente por conta das empresas que estão lá. No caso do Centro-Oeste tem algumas empresas atacadistas importantes, principalmente, do setor farmacêutico. E aí sim é por conta da estrutura dessas economias, que têm um atacado mais pesado", disse.

Em Mato Grosso do Sul o crescimento nominal ficou em 22,5%. Em Mato Grosso foi ainda maior, 31,6%. "Em todos os estados o atacado cresceu mais, mas os maiores crescimentos do atacado foram nos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso", esclareceu.

Na avaliação do setor de veículos automotores, peças e motocicletas, o Sudeste foi o que apresentou melhor resultado (16,9%). Para Clician Oliveira, o tamanho do mercado consumidor e o fato de concentrar grandes cidades, podem explicar o crescimento na região.

A produtividade média de uma pessoa ocupada na atividade do comércio em 2011 ficou em R$ 152.421. "Cada pessoa ocupada gerou isso de valor adicionado [inclui as receitas bruta, líquida e financeira, que a empresa tem e os gastos, inclusive despesas operacionais.]", informou.

A receita real do comércio como um todo cresceu 10,8% em termos reais, em 2011. No período anterior (2009/2010) o desempenho foi melhor e registrou 12,7% de crescimento.

 

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