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Cotidiano
Superação

Pessoas com deficiência comemoram dia de luta com reflexão e desejo de mais conquistas

Representantes de várias entidades de apoio à causa participaram dos 1ª Jogos Adaptados do Projeto Atividades Motoras, organizados pela  Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped) no Centro Estadual de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, localizado no bairro Cidade Nova, Zona Norte 22/09/2016 às 05:00
Paulo André Nunes Manaus (AM)

O Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, nesta quarta-feira (21) , foi uma da data para comemorar muito e lamentar pouco. A análise é dos próprios portadores e as famílias deles, analisando as conquistas dessa parcela da sociedade que, a cada dia, busca um lugar ao sol. 

Nesta quarta, representantes de várias entidades de apoio à causa participaram dos 1ª Jogos Adaptados do Projeto Atividades Motoras, organizados pela  Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped) no Centro Estadual de Convivência da Família Padre Pedro Vignola, localizado no bairro Cidade Nova, Zona Norte. No congraçamento por meio  do esporte e de outras atividades sociais, eles fortaleceram as suas capacidades e habilidades motoras, bem como as relações sociais e interpessoais.

“Antigamente, neste dia, nós mostrávamos toda nossa indignação à sociedade. Hoje, quando você me pergunta o que nós temos que comemorar, eu digo que é tudo! Nós só temos que agradecer e efetivarmos cada vez mais que os nossos governantes saibam do potencial que é a luta das instituições que tratam das pessoas com deficiência. É uma coisa muito linda, e nós conquistamos quase tudo. Só falta que todas os deficientes, famílias e sociedade se empoderem dos nossos direitos e acionar o Ministério Público Federal e Estadual, as defensoria públicas, o Ministério do Trabalho, o Judiciário, para que com mais rapidez os nossos direitos sejam respeitados”, declarou o o presidente da Associação dos Deficiente Físicos do Amazonas (Adefa), Wilson Benayon, que esteve nesta quarta no centro de convivência.

Na garra
Nem as sequelas de uma meningite aos 5 anos que lhe fez ter trombose, e com registros de epilepsia, e mesmo tendo o braço direito quebrado após um acidente de trânsito fizeram Max Mendonça Teixeira deixar de sorrir para a vida e comparecer aos Jogos Adaptados. Ao final, uma medalha de ouro no dominó. Nesta quarta, sua mãe, Nilce Mendonça, 67, disse que não apenas a quarta-feira, mas todos os dias eram felizes como genitora dele. “Acho que especiais somos nós, mães, para poder cuidar dos nossos filhos. Todos os dias são especiais”, disse a dona de casa. 

Autista
Entre os cerca de 1 mil participante dos Jogos Adaptados estava o autista Gabriel Pereira de Souza, 24. Ele representou a Associação Amigos dos Autistas (AMA), e levou medalha de ouro na modalidade de atletismo. “No mês passado eu já havia ganhado outras conquistas. Hoje eu ganhei a medalha de ouro e só tenho a agradecer”, disse ele, observado pela mãe Marlete Silva de Souza e pelo minitor da AMA, Daniel Barbosa.

“Ser mãe de autista é a cadadia aprender com ele, com os desafios e o amor que eles te dão. Meu filho é um campeão da vida. Acho que hoje é um dia com certeza para comemorar. Anos atrás não havia eventos como esse”, disse ela, que é decoradora de ambientes.

"Para mim foi uma honra participar. Nem esperava ser chamada. A ‘ficha caiu’ quando cheguei aqui e vi a abertura do evento".(Laiana Batista, paratleta amazonense bronze no vôlei sentado das Paralimpíadas do Rio 2016 e que esteve como convidada no Centro Padre Vignola

O número de pessoas com algum tipo de deficiência no Estado é de 800.000, segundo a secretária Wânia Suely, da Seped. Só na capital são cerca de 500.000, segundo dados de 2010 do IBGE.

Blog
Lucas Evangelista, 50
Aluno com cegueira

"Sou cego 100%. Tive meningite e a minha retona descolou aos 30 anos de idade. Eu era professor de Francês e acabei me aposentando. Fiz cirurgias mas não consegui recobrar a visão. Acho que esse evento de hoje (ontem) foi superespecial pois dá oportunidade para as pessoas praticarem esportes , e estarem inseridas na sociedade. Nos confraternizamos e conhecemos o trabalho de outras associações. Neste dia temos que comemorar, mas muito mais lamentar pelas oportunidades e escolas especiais que nós não temos”.  

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