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Cotidiano
REAJUSTE

Petrobras anuncia a redução no preço da gasolina e do diesel em todo o Brasil

Só neste mês a Petrobras anunciou seis vezes o reajuste no preço dos combustíveis. O último foi a redução de 2,5% na gasolina e 2,4% no diesel 11/09/2017 às 21:31 - Atualizado em 12/09/2017 às 07:29
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Preço médio encontrado pelo consumidor manauara ainda é de R$ 4,25 (Foto: Winnetou Almeida)
Rebeca Mota Manaus (AM)

Só neste mês a Petrobras anunciou seis vezes o reajuste no preço dos combustíveis, o último foi declarado ontem com a redução no preço da gasolina nas refinarias em 2,5% e o diesel em 2,4%. Em pesquisa realizada pelo A CRÍTICA, o preço médio encontrado pelo consumidor ainda é de R$ 4,25. Mas afinal, essa redução influenciará no preço do consumidor final? 

“Depende das variáveis”, é o que responde o economista Wallace Meirelles. Um dos motivos apontados pelo economista que pode ou não diminuir o custo são os tributos estaduais, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e legislações diferenciadas. “Além disso, temos um grupo econômico formado pelas  distribuidoras que conseguem ‘manobrar os preços’, essa manobra é tão suspeita que acaba influenciando no custo e impedindo que exista preços diferenciados de concorrência em Manaus, portanto não dá para fazer um cálculo imediato”. 

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam também as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Alcoois, e Gás Natural do Estado do Amazonas (Sindicombustíveis-AM), Luiz Felipe Moura Pinto, conta que os constantes reajustes afetam à revenda.

“Nós somos o elo mais fraco da cadeia, só quem responde somos nós e eu até cutuquei o Procon do porquê ele não procura as distribuidoras para saber como é que eles estão fazendo, porque só sabemos o preço de quanto custa o combustível quando recebemos a nota fiscal, não temos nenhuma informação privilegiada para saber quanto vai custar e quando vai reajustar. Essa política da Petrobras de aumentar e baixar todos os dias é  ‘aumentar como foguete’ e abaixar como um pára-quedas. Parece que estamos manipulando o preço, mas somos apenas uma vítima do sistema”, explica Pinto.

O que o motorista  paga?

Segundo a Petrobras, o preço da gasolina comum para os consumidores é formado pela seguinte itens: 27% são os custos de operação da empresa para produzir o combustível, 18% são impostos da União (Cide, PIS/Cofins), 30% são impostos estaduais (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS), 12% é o custo do etanol adicionado à gasolina e 13% se refere à distribuição e revenda.

O economista explica que o governo deve fiscalizar, pois acredita que o governo federal não atua nessas imperfeições de concorrência. Ele ainda conta que encontrou nessa semana o preço da gasolina em Manaus superior a de Boa Vista, em torno de R$ 0,50 a mais.

“O governo deve fiscalizar e não só taxar, pois estes reajustes acabam pesando no orçamento do consumidor. Deve-se fazer uma análise no mercado para ver que tipo de concorrência nós estamos lidando, o porquê de em Manaus ter valor homogêneo  nos postos e o por quê de quando chegar ao final do mês o valor dispara. Se comprando em grande escala qual o motivo não conseguimos repercutir em valores menores. O conselho regional deve verificar se esse tipo de mercado está impactando na própria economia”, conta Wallace Meirelles.

‘Todo dia um valor diferente’

 O empresário Igor Mateus Martins conta que não concorda com os vários reajustes num único mês. “É um abuso com os consumidores o valor  elevado dos combustíveis. Nosso País tem uma reserva imensurável de petróleo. É vergonhoso, aliado às inconstâncias dos valores, hoje é um preço, amanhã outro, depois outro, isso afeta diretamente no planejamento mensal dos consumidores”, enfatiza o empresário.

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