Sábado, 21 de Setembro de 2019
PRIVATIZA

Petrobras avança na privatização e vende 30% da BR Distribuidora

Postos de combustíveis e lojas de conveniências da estatal estão entre os ativos cedidos à iniciativa privada por R$ 8,5 bilhões. As medidas foram anunciadas na manhã desta quarta (24)



dasdasaa_F6644120-3546-4312-ACD6-3440A5A2EE0C.JPG Foto: Divulgação
24/07/2019 às 12:11

A Petrobras  aprovou a venda de uma fatia de 30% da empresa de combustíveis BR Distribuidora por 8,56 bilhões de reais, mas o negócio poderá envolver até 9,6 bilhões de reais se também for negociado um lote adicional de ações, informou a empresa. A decisão ocorreu na manhã desta quarta-feira (24), e foi anunciada após o Conselho Adminstrativo da Petrobras (CAP) fixar os papéis da BR em 24,50 na bolsa de valores.

A operação aconteceu na noite de terça-feira (23), e reduziu a participação da Petrobras na companhia para 41,25%, de 71,25% anteriormente, o que na prática aumenta a parcela privatizada da antiga subsidiária da estatal.

O lote suplementar da oferta deve ser negociado ao longo das próximas semanas, de acordo com a empresa. Se houver sucesso, a fatia da Petrobras na BR seria reduzida para 37,5%. A demanda na operação foi 4,5 vezes superior ao tamanho da oferta, acrescentou uma das fontes, que falou sob a condição de anonimato porque a informação não é pública.

Histórico

A Petrobras já havia reduzido sua participação na BR Distribuidora no final de 2017, com uma oferta inicial de ações que levantou aproximadamente 5 bilhões de reais e levou a petroleira a ficar com 71,25% da empresa, antes uma subsidiária integral.

Tanto o IPO quanto a oferta de ações concluída na terça-feira acontecem em meio a um amplo plano de desinvestimentos da Petrobras, que tem vendido ativos em diversas áreas de negócio para reduzir dívidas e focar seus investimentos na exploração do pré-sal.

Decisão do Supremo

A venda das ações da BR Distribuidora no mercado financiero, foi realizada após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou ao governo federal não  vender estatais sem a permissão do Congresso Nacional e sem licitação. 

Com a decisão, em junho deste ano, a Petrobras concluiu a venda de 90% da participação acionária na Transportadora Associada de Gás (TAG). O grupo é formado pelo Engie e pelo fundo de investimentos canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ), que pagou R$ 33,5 bilhões à Petrobras, dos quais cerca de R$ 2 bilhões serão destinados à liquidação da dívida da TAG com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

Ministério das privatizações

As vendas fazem parte de um amplo plano de privatização de empresas estatais, que vem sendo realizados pelo Ministério da Economia, por meio da Secretaria de desestatização e desinvestimentos, sob comando de Sallim Mattar, escolhido pelo Governo Bolsonaro como autor das propostas liberias. Mattar é fundador da agência de aluguel de carros 'Localiza', a maior do gênero na América Latina, e foi o quarto maior doador financeiro para campanhas políticas nas eleições de 2018, e atualmente faz parte do Conselho Administrativo da Petrobras (CAP).

Além das subsidiárias, a estatal planeja vender 8 das 13 refinarias. No início de julho deste ano, o presidente da empresa, Roberto Castello Branco, indicou que a companhia pretende abandonar as ações da petroquímica Braskem, que segundo ele "é um investimento financeiro que não faz nenhum sentido" para a Petrobras – que detinha, em junho, 36 subsidiárias de refino de petróleo e gás.

O governo Bolsonaro herdou 69 projetos de desestatização em andamento na esfera do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) dos governos Dilma e Temer, e prometeu ampliar e acelerar as vendas de estatais durante a gestão.

* Com informações da agência Reuters

Repórter

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