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Petroleiros rejeitam proposta e anunciam greve

Além do desacordo, a classe anuncia greve por tempo indeterminado o que pode afetar nos próximos dias na distribuição de combustível no Estado 16/10/2013 às 09:07
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Nos últimos meses, os petroleiros têm realizado intensa campanha junto aos sindicatos
Adan Garantizado ---

Os petroleiros do Amazonas vão entrar em greve por tempo indeterminado a partir das 23h desta quarta-feira (16). A decisão foi comunicada nesta terça-feira (15) pelo sindicato que representa a categoria, o Sindipetro.

A greve já vinha sendo anunciada desde o último mês, quando a data base dos petroleiros venceu. A Petrobras chegou a apresentar uma proposta na última semana, mas ela foi rejeitada. Os petroleiros pedem 5% de ganho real. A Petrobras, por sua vez, ofereceu aumento de 1,1% e 1,5%, o que revoltou os trabalhadores. Existem ainda, algumas outros divergências entre empregados e patrões. “A cada dois anos incluímos algumas cláusulas sociais em nossas pautas. São coisas como o plano de cargos, carreiras e salários, os direitos dos terceirizados e a assistência médica suplementar. A Petrobras simplesmente ignorou todas estas questões. A proposta deles está muito longe de nossa pauta”, explicou o coordenador geral do Sindipetro Amazonas, Acácio Carneiro.

A Petrobras possui cerca de 3 mil funcionários no Estado. A estimativa do sindicato é que a greve tenha a adesão de cerca de 700 trabalhadores. Nesta quinta-feira (17), o Sindipetro pretende fazer um ato em frente à Refinaria de Manaus (Reman), às 7h. Inicialmente, a greve não deve afetar a produção da Refinaria, que hoje é de 45 mil barris por dia. Porém, caso as negociações demorem, o estoque da Reman pode acabar, o que causaria transtornos no abastecimento do Estado. “Esperamos que tudo se resolva antes de criar qualquer problema. A nossa intenção é pressionar para que eles nos atendam. A empresa, porém, tem que fazer a parte dela e ser mais flexível”, argumentou Acácio.

Terceirizados

Outro ponto central da greve dos petroleiros diz respeito aos funcionários terceirizados da estatal. Somente na Reman, são cerca de 1000 funcionários nesta situação. Um projeto de lei que tramita no congresso nacional (PL 4330), sob o pretexto de regulamentar a terceirização, é alvo de protesto dos petroleiros em nível nacional. “As condições destes trabalhadores são terríveis. Há uma instabilidade de salários e no próprio emprego muito grandes. Todo mês, A Petrobras muda empresa que presta aquele serviço e várias pessoas ficam desempregadas. A segurança no trabalho também é complicada. A cada 10 acidentes com mortes na Petrobras, nove são com funcionários terceirizados”, relatou Acácio Carneiro.

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