Terça-feira, 21 de Janeiro de 2020
CÁPSULAS

PF abre inquérito para investigar origem de munição usada em assassinato de Marielle

A munição usada no assassinato da vereadora, que denunciava abusos policiais em favelas da cidade, pode ter feito parte de um lote vendido à PF em 2006



vereadora_2.JPG Desenho da vereadora Marielle Franco pendurado no prédio da Câmara dos Vereadores (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
16/03/2018 às 14:47

A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que abriu inquérito para apurar a origem da munição usada no assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, assim como as circunstâncias envolvendo as cápsulas encontradas no local do crime.

De acordo com a TV Globo, a munição usada no assassinato da vereadora, que denunciava abusos policiais em favelas da cidade, era parte de um lote vendido à PF em 2006.



“Além da investigação conduzida pela Polícia Civil pelo crime de homicídio, já foi instaurado inquérito no âmbito da Polícia Federal para apurar a origem das munições e as circunstâncias envolvendo as cápsulas encontradas no local do crime”, afirmou a PF em nota.

“A Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro reiteram o seu compromisso de trabalhar em conjunto para a elucidação de todos os fatos envolvendo os homicídios da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, ocorrido na noite da última quarta-feira, no Rio de Janeiro”, acrescentou o comunicado.

Marielle, de 38 anos, e o motorista Anderson Pedro Gomes foram mortos na noite de quarta-feira no Rio de Janeiro quando pessoas em um veículo emparelharam com o carro da vereadora e o metralharam, atingindo a parlamentar com quatro tiros na cabeça.

Os criminosos não levaram nada no local. A motivação do crime está sendo investigada pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Rio, inclusive a hipótese de execução.

Uma assessora que estava com Marielle sobreviveu ao ataque, sofrendo ferimentos por estilhaços.

O assassinato, que ocorreu em meio à intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, levou a uma onda de protestos em várias cidades do país na quinta-feira.

Autoridades do governo do presidente Michel Temer lamentaram o crime, mas afirmaram que o caso não coloca em xeque a intervenção federal na segurança pública fluminense.


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