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Cotidiano
ÁECIO

PF deflagra nova operação para investigar recebimento de propina a Aécio pela J&F

A segunda fase da operação Ross cumprirá mandados em endereços de Belo Horizonte ligados ao senador Aécio Neves 20/12/2018 às 09:06 - Atualizado em 20/12/2018 às 09:12
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Foto: Reuters/Adriano Machado
Reuters

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (20) uma nova fase da operação que investiga o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por suspeita de recebimento de propina da holding J&F para cumprir mandados de busca e apreensão em endereços de Belo Horizonte ligados ao parlamentar.

De acordo com a PF, a segunda fase da operação Ross cumprirá três mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido da Polícia Federal para ampliar as investigações sobre “recebimento de vantagens indevidas por parte de um senador da República, solicitadas a um grande grupo empresarial do ramo frigorífico, entre os anos de 2014 e 2017”.

A Polícia Federal não identifica os alvos das operações por nome em cumprimento a uma regra interna. A primeira fase da operação Ross foi deflagrada em 11 de dezembro para investigar Aécio e mais cinco parlamentares por recebimento de propina de 130 milhões de reais da J&F, controladora da processadora de carne JBS.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o grupo empresarial teria repassado cerca de 130 milhões de reais que foram distribuídos a parlamentares de pelo menos três legendas.

A defesa de Aécio disse, quando da primeira fase da operação, que o senador sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos e apresentar documentos necessários às investigações, e que executivos da JBS tentam transformar “doações feitas a campanhas do PSDB, e devidamente registradas na Justiça Eleitoral, em algo ilícito para, convenientemente, tentar manter os generosos benefícios de seus acordos de colaboração”.

Não foi possível fazer contato com a defesa do senador nesta quinta-feira (20). A J&F disse que não vai comentar a nova fase da operação, mantendo a postura adotada nas maioria das ações deflagradas pelas autoridades com base nas delações de seus executivos.

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