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PF deflagra operação contra desvios de recursos federais em Iranduba (AM)

Foram 29 mandados judiciais cumpridos por 70 policiais. Segundo a PF, o grupo era formado por vereadores, secretários, servidores e empresários 16/11/2015 às 15:56
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Justiça mandou bloquear R$ 52 milhões de bens e imóveis em Iranduba
ACRITICA.COM ---

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (16) a Operação Dízimo, com objetivo de combater a atuação de uma organização criminosa que desvia verbas públicas federais repassadas para a Prefeitura de Iranduba, a 27 quilômetros de Manaus.

Aproximadamente 70 policiais federais cumpriram 29 mandados judiciais nas cidades de Manaus e Iranduba, sendo 11 de prisão preventiva, 16 de busca e apreensão e dois mandados de condução coercitiva.

Segundo a PF, a organização criminosa é composta por vereadores, secretários municipais, funcionários públicos municipais e empresários que atuam de forma estruturada, com clara divisão de tarefas e uma intensa movimentação financeira.

A atuação do grupo baseava-se em servidores públicos cobrando valores (dízimo) dos empresários para que fossem realizados contratos públicos com a Prefeitura de Iranduba baseados em licitações fraudadas. Os valores recebidos mensalmente eram distribuídos entre os servidores e outros integrantes do grupo, inclusive vereadores, em troca de apoio político.

A Justiça Federal autorizou o bloqueio dos bens e valores dos criminosos no montante aproximado de R$ 52 milhões visando o futuro ressarcimento do Estado. Os envolvidos responderão pelos crimes de corrupção, peculato, fraudes em licitações e organização criminosa.

Operação Cauxi

Na semana passada, o Ministério Público Estadual, a Polícia Civil e a Corregedoria-Geral da União deflagraram a Operação Cauxi em Iranduba para combater um esquema de corrupção em licitações que teria gerado prejuízo de R$ 56 milhões ao município. Foram presos o prefeito da cidade, Xinaik Medeiros, e secretários.

Na ocasião, 20 mandados judiciais foram cumpridos. Os integrantes do esquema foram acusados crimes como peculato, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade fiscal. Os órgãos descobriram o uso de “laranjas” no esquema.

Parceria MP e PF

Durante coletiva de imprensa sobre a operação, o superintendente da PF, delegado Marcelo Rezende, falou se uma possível parceria entre o Ministério Público Estadual e a Polícia Federal traria melhores resultados ao combate à corrupção em Iranduba. “Nem sempre é possível trabalhar em conjunto”, disse.

“Em tese uma ação conjunta, mais coordenada, é mais eficiente, mas nem sempre é possível fazer assim. As instituições vão se comunicar agora, conversar e tentar analisar o que cada uma buscou para saber se existe uma informação que possa contribuir com a investigação que tramita na outra instituição”, disse Rezende.

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