Terça-feira, 21 de Maio de 2019
QUADRILHA

PF deflagra operação contra quadrilha que cometia crimes fiscais na ZFM e Roraima

São 40 mandados judiciais cumpridos. Segundo a PF, grupo até abria empresas de fachada para fazer operações de câmbio ilegal e lavagem de dinheiro



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Foto: Arquivo A Crítica
10/04/2018 às 10:58

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (10) uma operação com objetivo de desarticular uma quadrilha que cometia crimes fiscais na Zona Franca de Manaus e Área de Livre Comércio em Boa Vista/RR. São 40 mandados judiciais cumpridos. O grupo, segundo a PF, até abria empresas de fachada para fazer operações de câmbio ilegal e lavagem de dinheiro.

São 29 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva e três mandados de afastamento de servidores públicos do cargo no Amazonas, Roraima, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal e Espírito Santo. Todos os mandados foram deferidos pela Justiça Federal em Roraima. Os crimes investigados são corrupção, operação de câmbio ilegal, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O modus operandi inicial da quadrilha consistia na coleta de moeda estrangeira (dólar e euro) na fronteira Brasil-Venezuela e Brasil-Guiana, com guarda da moeda na residência do chefe da organização em Boa Vista. Na sequência, os envolvidos retiravam o dinheiro em Boa Vista, em duas a três viagens por semana, transportando de R$ 100 mil a R$ 200 mil por viagem. O dinheiro era levado para Brasília e São Paulo, onde era entregue em casa de câmbio e os valores gerenciados pelo chefe da organização criminosa.

No curso da investigação, foi desvendada prática de crimes fiscais, mediante aquisição de empresas de fachada por R$ 5 mil a R$ 10 mil, com sede na Zona Franca de Manaus e na Área de Livre Comércio em Boa Vista. A operação, nomeada de Capilé, remete ao termo utilizado pelos investigados em referência à propina paga a servidores públicos.

Com os benefícios fiscais concedidos a empresas de fachada, os investigados adquiriam ilicitamente mercadorias com incentivo fiscal de empresa distribuidora situada em Goiânia. Tais mercadorias de fato não eram remetidas à área com benefício fiscal, sendo destinadas a outros estados da federação, com aproveitamento criminoso de benefício fiscal e envolvendo pagamento de propina a servidores públicos das secretarias de Estado de Fazenda (Sefaz) e superintendências da Zona Franca em Manaus e Boa Vista.


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