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PF e Receita deflagram operação contra grupo que criava empresas de fachada para dar golpes

Bando - formado por empresários, contadores, despachantes e servidores públicos - usava empresas de fachada para obter financiamento na Caixa. O prejuízo é de R$ 14,8 milhões 03/12/2015 às 09:17
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Empresas de fachada eram, principalmente, do ramo do comércio de material de construção
ACRITICA.COM Manaus

A Polícia Federal e a Receita Federal do Brasil deflagraram nesta quinta-feira (3) a Operação “Construcrime”, com o objetivo de desarticular um grupo especializado no uso de empresas de fachada para obter financiamentos em instituições financeiras de Manaus (AM), especialmente na Caixa Econômica Federal.

Segundo a PF, os reais beneficiários do esquema eram empresários, contadores, despachantes e outros servidores públicos. Desde o início da manhã, 20 servidores da Receita Federal e 137 policiais federais começaram a cumprir 17 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão em empresas e residências de suspeitos, além de três conduções coercitivas.

As investigações tiveram início a partir da identificação pela Caixa Econômica Federal de um grupo de empresas inadimplentes em diversas operações de crédito.  Com o avanço das investigações, ficou evidenciada a utilização intensiva de empresas de fachada para obtenção de financiamentos junto a instituições financeiras.

A organização fazia uso de documentação falsa ou fraudada, como carteiras de identidade, CPF, contratos sociais, balancetes, declarações de imposto de renda e notas fiscais frias. Para compor o quadro societário das empresas eram utilizadas interpostas pessoas, conhecidas como “laranjas”, indivíduos que sequer existiam e até falecidos.

Após o crédito dos financiamentos, parte dos valores era sacada e outra era transferida para empresas do grupo para posterior utilização. Foi detectado, ainda, nos últimos financiamentos concedidos às empresas envolvidas, que parcela dos recursos era utilizada para quitar verbas em atraso dos primeiros empréstimos concedidos, visando dissimular a inadimplência e gerando uma espécie de “pirâmide” que ruiu com a detecção do esquema fraudulento.

Além do valor aproximado de R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais) comprovadamente desviado da Caixa Econômica Federal, as investigações apontam que as empresas de fachada do grupo investigado movimentaram outros R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais) no período compreendido entre 2013 e 2014. Os números de 2015 ainda não foram consolidados.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Federal, o nome da Operação “Construcrime” remete ao fato da atividade declarada pela maioria das empresas envolvidas ser a de comércio de material de construção.

*Com informações da assessoria de imprensa

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