Sábado, 25 de Setembro de 2021
Indiciado

PF indicia Fernando Bezerra, líder do governo Bolsonaro no Senado, por recebimento de propina

A investigação aponta que Fernando Bezerra teria recebido R$ 10, 4 milhões em propinas para atuar em favor das empreiteiras OAS, Barbosa Mello, S/A Paulista e Constremac.



fernando-bezerra-coelho-foto-agencia-senado-1-960x540_65BC7B5C-724A-40AC-9E39-7B3E0B22E6E1.jpeg Foto: Reprodução/Internet
08/06/2021 às 17:00

A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta terça-feira (8), o senador Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado, por suposto recebimento de propina. Ele é acusado de ter recebido R$ 10,4 milhões de empreiteiras entre 2012 e 2014, quando foi ministro de Integração Nacional no governo de Dilma Roussef (PT). 

O filho do senador, o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho (DEM-PE), também foi indiciado. Em um relatório com mais de 300 páginas, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PF imputa aos parlamentares os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e falsidade ideológica eleitoral. 



A delegada Andréa Pinho Albuquerque Cunha, responsável pelo caso, pediu ao STF o bloqueio de R$ 20 milhões na conta dos Bezerra. "Com base em todas as evidências coligidas aos autos e devidamente explicitadas nesta peça, concluímos haver provas suficientes da materialidade de diversas práticas criminosas nos eventos investigados neste inquérito", diz trecho do relatório.

A investigação aponta que Fernando Bezerra teria recebido as propinas para atuar em favor das empreiteiras OAS, Barbosa Mello, S/A Paulista e Constremac. Entre as vantagens indevidas estaria a troca do direcionamento de obras contratadas pelo governo federal no Nordeste, como a transposição do rio São Francisco. 

“O recebimento de tais valores ocorreu por um intrincado esquema de movimentação financeira ilícita, como também ocultação de ativos obtidos por meio criminoso, com a crível finalidade de integrar patrimônio adquirido de forma escusa e dificultar a persecução de dados informativos que descortinem tais fatos“, apontou a PF.

Em nota, os advogados André Callegari e Ariel Weber, que representam Fernando Bezerra e Fernando Filho, defenderam que o relatório não passa de opinião isolada de seu subscritor. Confira a nota na íntegra:

"A defesa do senador Fernando Bezerra Coelho e do deputado federal Fernando Filho esclarece que o relatório final do Inquérito 4513 não passa de opinião isolada de seu subscritor, que, inclusive, se arvora em atribuições que sequer lhe pertencem, sem qualquer força jurídica vinculante. Essa investigação, nascida das palavras falsas de um criminoso confesso, é mais uma tentativa de criminalização da política, como tantas outras hoje escancaradas e devidamente arquivadas."

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