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Cotidiano
VORAX

PF prende em Parintins irmão do ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro

Carlos Eduardo Pinheiro foi levado para a carceragem da delegacia da Polícia Civil de Parintins 10/03/2017 às 14:44 - Atualizado em 10/03/2017 às 18:07
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Foto: Arquivo
Vinicius Leal Manaus (AM)

A Polícia Federal no Amazonas prendeu na manhã desta sexta-feira (10) o foragido da Justiça Carlos Eduardo Amaral Pinheiro, de 45 anos, irmão do ex-prefeito de Coari Adail Pinheiro. A prisão aconteceu no município de Parintins, 369 quilômetros de Manaus. Ele foi detido e levado para a carceragem da delegacia de Polícia Civil em Parintins.

Carlos Eduardo foi condenado a mais de 40 anos de prisão na Justiça Federal do Amazonas por envolvimento em um grupo criminoso que atuou entre os anos 2004 e 2008 em fraudes de licitações e desvios de verbas do Município de Coari, durante a gestão de Adail Pinheiro como prefeito. Os crimes resultaram na Operação Vorax, deflagrada em 2008 pela PF e pelo Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM).

Segundo a PF, entre os crimes cometidos por Carlos Eduardo estavam:

1 - crimes contra a fé pública: na condição de integrante do núcleo da organização criminosa, exercia poder de mando, figurando, igualmente como autor intelectual dos diversos crimes engendrados pelo grupo. Ele desempenhava, inclusive, o importante papel de arregimentar empresas interessadas em contratar com a Prefeitura de Coari a fim de se associarem às práticas delitivas do grupo criminoso. Carlos Eduardo fomentava a falsificação de documentos com o fito de montar certames licitatórios, forjar dossiês para fiscalização da Controladoria Geral da União (CGU) e utilizá-los, posteriormente, para prestação de contas de verbas oriundas de convênios federais.

2 - crimes contra licitações públicas: Carlos Eduardo, valendo-se da posição privilegiada de irmão do ex-prefeito de Coari, operava como um dos principais orquestradores das fraudes às licitações reiteradamente empreendidas pela prefeitura do referido município.

3 - crimes de responsabilidade: Carlos Eduardo desenvolveu relevante papel no esquema de compra de bens pela Prefeitura de Coari, no qual empresas arregimentadas por ele para se associarem ao grupo forneciam seus dados e documentos para encobrir compras realizadas ilicitamente.

4 - crime de lavagem de dinheiro: o grupo se utilizava interpostas pessoas para camuflar a verdadeira propriedade dos repasses ilegais de recursos públicos, decorrentes da execução de contratos firmados por meio de licitações fraudulentas, que, por vezes, ainda continham margens significativas de sobrepreços; bem como dos recursos recebidos em função do claro desvio de verbas públicas, ante a execução insatisfatória do objeto contratado (superfaturamento).

5 - crime de quadrilha: a forma como restaram consumados os crimes de falso, de fraude à licitação e de desvio de verbas públicas demonstra o sofisticado planejamento prévio da organização criminosa e sua estabilidade.

Condenado

O irmão de Adail Pinheiro estava foragido da Operação Vorax desde 2015, quando foi condenado a 41 anos e quatro meses de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região em Brasília (TRF1) por participar do esquema de fraudes e desvios de verbas de Coari. Desde então, ele integrava a lista dos dez mais procurados pela Interpol. Além de Carlos Eduardo, outras 19 pessoas foram condenadas pela Vorax. 

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