Segunda-feira, 17 de Junho de 2019
Operação

PF prende servidores da Previdência Social em Manaus por fraudes em benefícios

Sete pessoas são envolvidas no esquema que causou prejuízos acima dos R$ 15 milhões. Segundo a PF, os servidores inseriam informações falsas nos sistemas para liberar benefícios



ty.jpg As investigações iniciaram em 2015, após denúncias feitas na Ouvidoria da Previdência (Bruno Kelly/Arquivo)
11/08/2016 às 09:36

A Polícia Federal no Amazonas deflagrou na manhã desta quinta-feira (11), em Manaus, a operação “Festum Fraudis”, com objetivo de desarticular um grupo criminoso envolvido em concessão fraudulenta de benefícios da Previdência Social em Manaus.

No total, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, expedidos em desfavor de servidores de uma agência da Previdência Social nesta capital. Outras sete pessoas estão sendo conduzidas para a Superintendência de Polícia Federal no Amazonas para prestar esclarecimentos.

As investigações tiveram início no ano de 2015, a partir de denúncias recebidas pela Ouvidoria da Previdência Social, que foram repassadas à Polícia Federal após análise prévia da Assessoria de Pesquisa Estratégica e de Gerenciamento de Riscos da Previdência Social.

Os trabalhos investigativos revelaram um esquema voltado para concessão de benefícios irregulares, operado por aliciadores e pelo menos dois servidores da Previdência Social em Manaus, que inseriam informações falsas nos sistemas para liberação dos benefícios.

Segundo cálculos do INSS, cerca de 260 procedimentos teriam sido fraudados pelo grupo, e os prejuízos à União com os benefícios pagos de maneira irregular ultrapassariam o valor de R$ 15 milhões. Com a desarticulação do grupo, o prejuízo potencialmente evitado aos cofres públicos gira em torno dos R$ 18 milhões.

Os servidores serão cautelarmente afastados das suas funções e indiciados juntamente com os demais envolvidos pelos crimes de estelionato contra a previdência social, inserção de dados falsos em sistemas de informação, corrupção e associação criminosa. As penas somadas podem chegar aos trinta anos de prisão.

O nome da operação, “Festum Fraudis”, do latim para festa da fraude, é uma referência aos codinomes utilizados por parte dos envolvidos para tratar de benefícios e propina, como “bolo”, “aniversário”, “convite”. Uma coletiva com a imprensa será realizada na Superintendência da PF para tratar do caso.

*Com informações da assessoria de imprensa


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