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PF realiza 2ª fase da Operação Dízimo, contra desvios de verbas federais em Iranduba

Dezoito mandados de condução coercitiva começaram a ser cumpridos. Os conduzidos serão ouvidos pela Polícia Federal e depois liberados 18/11/2015 às 10:46
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Justiça Federal mandou bloquear R$ 52 milhões de bens e imóveis em Iranduba
ACRITICA.COM ---

A Polícia Federal deu início à segunda fase da Operação Dízimo no município de Iranduba, com cumprimento de 18 mandados de condução de coercitiva na cidade. A 1ª fase da operação ocorreu segunda-feira (16), em Iranduba e Manaus, quando 29 mandados foram cumpridos e sete pessoas foram presas.

O objetivo da Operação Dízimo é combater uma rede criminosa formada por vereadores, empresários, secretários e servidores municipais de Iranduba que desviava verbas públicas federais repassadas à prefeitura da cidade. Nessa segunda fase, de hoje, os conduzidos serão ouvidos pela Polícia Federal e em seguida liberados.

Segundo a PF, a organização desviava verbas de forma estruturada, com clara divisão de tarefas e uma intensa movimentação financeira. Servidores públicos cobravam valores (dízimo) dos empresários para que fossem realizados contratos públicos com a Prefeitura de Iranduba baseados em licitações fraudadas.

Os valores recebidos mensalmente eram distribuídos entre os servidores e outros integrantes do grupo, inclusive vereadores, em troca de apoio político. Na 1ª fase da Dízimo, a Justiça Federal já havia autorizado o bloqueio dos bens e valores no montante aproximado de R$ 52 milhões, visando o futuro ressarcimento do Estado.

Dízimo 1ª fase

Na segunda-feira (16), aproximadamente 70 policiais federais cumpriram 29 mandados judiciais nas cidades de Manaus e Iranduba, sendo 11 de prisão preventiva, 16 de busca e apreensão e dois mandados de condução coercitiva. Os envolvidos serão acusados por crimes de corrupção, peculato, fraudes em licitações e organização criminosa.

Se entregaram

O presidente da Câmara Municipal de Iranduba, vereador Paulo Bandeira, e o vereador Antônio Gerlande, que foram considerados foragidos da 1ª fase da Operação Dízimo se entregaram na noite de segunda-feira na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Manaus. Eles estavam com prisão preventiva decretada.

O superintendente da PF, Marcelo Rezende, informou que os dois compareceram à unidade acompanhados por seus advogados, prestaram depoimento e pela manhã foram encaminhados a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus.

Operação Cauxi

Na semana passada, o Ministério Público Estadual, a Polícia Civil e a Corregedoria-Geral da União deflagraram a Operação Cauxi em Iranduba para combater um esquema de corrupção em licitações que teria gerado prejuízo de R$ 56 milhões ao município. Foram presos o prefeito da cidade, Xinaik Medeiros, e secretários.

Na ocasião, 20 mandados judiciais foram cumpridos. Os integrantes do esquema foram acusados crimes como peculato, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade fiscal. Os órgãos descobriram o uso de “laranjas” no esquema.

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