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Cotidiano
SAÚDE

Plano para acabar com filas em hospitais, o 'Fila Zero', é lançado no Amazonas

Segundo o governo, ideia é que em 90 dias a ação termine com filas de espera para cirurgias, realização de exames e consultas. Dados apontam que pelo menos 137 mil consultas estão pendentes no Estado 17/05/2017 às 11:34
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Ação pretende acabar com filas em hospitais do Amazonas (Foto: Arquivo/AC)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Um plano emergencial da saúde foi apresentado na manhã desta quarta-feira (17) pelo governador do Amazonas, David Almeida juntamente com o titular da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Vander Alves, na sede do governo. A ideia é que em 90 dias a ação termine com as filas de espera tanto para cirurgias como como também da realização de exames e consultas.

Conforme os dados coletados por uma equipe de ação da Susam, pelo menos 137.482 consultas e exames estão pendentes no estado, assim como 6.966 pessoas aguardam por uma cirurgia. Por conta disso, o secretário em reunião como os demais representantes das unidades hospitalares do Amazonas criaram o plano de ação “Fila Zero” que se inicia ainda hoje.

Segundo o governador, o Plano Emergencial da Saúde será custeado pelos recursos os quais o governo têm pleno direito, porém deixa de receber do governo federal há anos. Conforme os números, o Amazonas perde aproximadamente R$ 150 milhões do montante de R$ 700 milhões anuais referentes à verbas federais (teto do Serviço Único de Saúde - SUS) repassados ao estado para o financiamento de procedimentos de saúde.

Outra fonte de custeio do Plano Emergencial da Saúde será o Tesouro Estadual priorizando a destinação de recursos para as ações de assistência à saúde dos usuários da rede.

"Precisamos municipalizar a saúde. Ao Estado cabe o atendimento médio e de alta complexidade, só que o Estado oferece hoje esse serviço e não é remunerado pelo SUS...Estamos em busca desse recurso, o estado gasta, mas não é remunerado", explicou o governador.

Para isso, o governo traçou metas para conseguir reformular o sistema, um deles é que a partir desta quinta-feira (18), o Sistema Nacional de Regulação (Sisreg) só irá fechar o horário quando conseguir agendar toda a demanda da população com marcação de exames, consultas e cirurgias. De imediato, a prioridade será cirurgias cardíacas e ortopédicas.

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