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Cotidiano
FÉRIAS

Plataformas online colaborativas ajudam a economizar durante as férias

Dentre as plataformas de turismo usadas para economizar está o couchsurfing, que conecta viajantes com pessoas disposta a oferecer hospedagem em casa 26/06/2017 às 05:00
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Negócios de economia compartilhada, como Airbnb, Alooga e Uber ajudam viajantes aventureiros com pouco recursos
Rebeca Mota Manaus (AM)

Aproveitar as férias viajando de forma barata e segura é possível agora graças ao turismo colaborativo, que são opções para aqueles que querem aproveitar uma viagem e, ao mesmo tempo, gastar muito menos em comparação às despesas do turismo tradicional e hospedagem em hotéis. Com a ajuda da tecnologia, sites e aplicativos, o turismo compartilhado já é a nova tendência na internet!

Dentre as plataformas de turismo colaborativo para economizar em uma viagem está o couchsurfing. O site é uma rede social que conecta viajantes com pessoas dispostas a oferecer hospedagem em suas casas e sem cobrar absolutamente nada por isso. No site, você faz um cadastro, procura pessoas oferecendo hospedagem, analisa cuidadosamente as avaliações dos outros viajantes sobre o/a anfitrião.

Outro site parecido é o BeLocal Exchange, criada pela carioca Andrea Aguiar que diminui em até 50% o orçamento da viagem.

Ainda falando de hospedagem o Airbnb que entra e conecta estas pessoas de forma prática, confiável e segura. O site cadastra gratuitamente os usuários que ali se tornam apenas hóspedes ou anfitriões, que oferecem seus preços por noite, criam suas regras, se avaliam publicamente (o que aumenta o nível de confiança) e trocam mensagens entre si. O intuito maior é que todos se tornem anfitriões para que a comunidade cresça ainda mais e existe um incentivo com algumas vantagens além do dinheiro extra com aluguel.

Outra opção para quem quer economizar na hospedagem é o Wordpackers. A plataforma proporciona que os viajantes troquem suas habilidades por hospedagens.

Já pensou em provar comidas típicas, nas casas de pessoas locais e pagando pouco por isso? O Mealsharing é um site de compartilhamento de refeições. As pessoas locais oferecem refeições para os viajantes, em suas casas, por preços econômicos.

A Blá Blá Car é um aplicativo no qual é possível viajar de carona pagando muito menos. No aplicativo, você encontra motoristas que vão para o mesmo lugar que você.

Já o Alooga é a plataforma onde você pode encontrar diversos itens para alugar. Há muitas coisas, como câmeras, bicicletas, roupas, mala.

Entidades da hotelaria reclamam

Reunidas, algumas associações ligadas ao turismo questionaram sobre as plataformas digitais. Dilson Jatahy, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), enfatizou que não existe plataforma colaborativa e fez um apelo ao governo para que as condições tributárias entre hotelaria e novas economias de hospedagens, a exemplo do Airbnb, sejam iguais.

“Os hotéis estão sempre trabalhando a fim de incentivar o investimento em tecnologia, criatividade, inovação. O empresário tem que ter sua consciência no seu dia a dia. Essa conscientização é uma necessidade. Recomendamos que os hotéis tenham site, criem peculiaridades (produto diferente), parcerias com Otas ( que vieram para salvar os pequenos hotéis) e que fidelizem dos clientes. Porém, plataforma colaborativa não existe. O colaborativo não existe”, enfatiza o executivo.

Para Alexandre Sampaio, presidente da FBHA, as OTAs também precisam ser regulamentadas, principalmente por incluírem pequenas pousadas que estão na informalidade. “Essas leis precisam fazer parte da Lei Geral do Turismo ou do Brasil + Turismo”, explica.

Personagem: Ana Flora Macedo, Estudante de medicina veterinária

A estudante de medicina veterinária Ana Flora conta que já hospedou mais de 30 pessoas na sua casa, brasileiros e estrangeiros, através do couchsurfing e também por indicação de amigos.

“Pra mim a melhor parte disso é conhecer pessoas, fazer novos amigos, conversar com alguém de outro lugar, com outra criação e perspectivas. Isso sempre me ensina muito. Nós sempre podemos aprender muito com alguém. Desde as coisas práticas do dia a dia, como uma receita nova de lições para vida”, diz.

Flora conta que usa o Couchsurfing não apenas para hospedar, mas para marcar pra sair, fazer um passeio e mostrar a cidade. “Uma coisa boa do Couchsurfing, por exemplo, é que você pode olhar o perfil da pessoa, vê se alguém já falou algo negativo. Sempre dou uma olhada nisso, procuro receber preferencialmente mulheres ou casais”.

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