Quarta-feira, 22 de Setembro de 2021
Apoio confirmado

Plínio Valério confirma voto em André Mendonça: "essa coisa de terrivelmente evangélico é uma narrativa"

Apesar da empolgação de Plínio com a indicação de Mendonça, o nome do advogado e pastor presbiteriano sofre forte rejeição em parte do Senado, principalmente no âmbito da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa (CCJ)



imagem_materia__1__F8B5B2B2-D87D-48D1-89E6-3F2243E48DBE.jpg Foto: Reprodução/Internet
09/07/2021 às 16:59

O senador Plínio Valério (PSDB) confirmou que deve votar no indicado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ocupar a vaga do decano, ministro Marco Aurélio Mello, o advogado-geral da União, André Mendonça. Os senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD) não responderam. 

Em conversa com A CRÍTICA, Plínio disse que André Mendonça o procurou para pedir apoio ao seu nome e que teve uma boa impressão do perfil de Mendonça. O senador minimizou o fato de o advogado ser o candidato "terrivelmente evangélico” de Bolsonaro. 



“Gostei da conversa que tive com ele e essa coisa de terrivelmente evangélico é uma narrativa do Bolsonaro e a gente não pode se influenciar porque o Bolsonaro falou terrivelmente evangélico. A gente não sente esse terrivelmente evangélico nele, a gente sente uma pessoa de princípios cristãos”, contou Valério.

Segundo Valério, toda vez que conversa com indicados aos Supremo pede que eles tenham uma postura de “bom senso”, porque na avaliação do senador, “o Supremo Tribunal Federal está precisando de bom senso, nem tanto conhecimento e nem tanto sabedoria, mas acima de tudo bom senso, coisa que esses ministros não estão tendo”. 

Apesar da empolgação de Plínio com a indicação de Mendonça, o nome do advogado e pastor presbiteriano sofre forte rejeição em parte do Senado, principalmente no âmbito da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa (CCJ) presidida pelo senador do Amapá  Davi Alcolumbre (DEM), aliado do presidente.  

A CCJ é responsável por sabatinar e votar a indicação presidencial ao Supremo. Alcolumbre resiste ao nome de Mendonça e chegou a anunciar que o nome de Mendonça pode nem ser posto para votação na comissão. 

A caravana de Mendonça pelos gabinetes dos senadores iniciou após o presidente ter sinalizado o nome do pastor em uma entrevista nesta quarta-feira. Ao pedir apoio Mendonça vem tentando desfazer a imagem de alguém que vai atuar no Supremo sobre preceitos religiosos. 

A expectativa é que a votação para novo ministro do STF ocorra apenas em agosto, depois do recesso parlamentar da segunda quinzena de julho. Entretanto, o calendário depende mais da data em que Bolsonaro vai enviar a comunicação oficial ao Congresso sobre sua decisão. 

Depois que o presidente formalizar a escolha, o processo corre rápido: geralmente, a sabatina e as votações na CCJ e no Plenário da Casa ocorrem no mesmo dia.

Mendonça é fortemente criticado por ter usado a Lei de Segurança Nacional contra críticos do governo Bolsonaro, enquanto era ministro da Justiça. 

Em defesa da liberação de cultos e missas em meio ao aumento exponencial de mortes pela covid-19, em abril, o ministro da Advocacia Geral da União chegou a afirmar que os verdadeiros cristãos “estão dispostos a morrer” para garantir a liberdade de religião e de culto.

O ministro da Advocacia Geral da União (AGU) defendeu durante julgamento no STF a declaração feita em sessão no Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou estados e municípios para vetar cultos, caso casos e mortes por covid-19 aumentem exponencialmente.

Saiba mais 

No Senado Federal desde 2011, o senador Eduardo Braga, que já atua no segundo mandato, ajudou a aprovar o nome de seis ministros do Supremo, enquanto Omar Aziz, que tomou posse no primeiro mandato de senador em 2015, votou pela aprovação de três. 

No período os presidentes Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e Bolsonaro (sem partido) indicaram ao Supremo os nome de Luiz Fux (2011), Rosa Weber (2011), Luís Roberto Barroso (2013), Edson Fachin (2015), Alexandre de Moraes (2017) e Nunes Marques (2020). Plínio Valério participou da votação até agora apenas de Nunes Marques.


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