Domingo, 22 de Setembro de 2019
JUSTIÇA

Justiça decreta prisão de PM que matou jovem no AM com tiro nas costas

Policial militar Ariel da Cruz Bastos foi preso em Jutaí, mas vai cumprir medida preventiva no município de Tefé. Disparo contra Sharley Sales Fermin Junior (foto em destaque), 18, foi registrado por câmeras de segurança



uhdaihsaua_92BB6D5B-3B6D-44BF-8AA4-4876DE200CB8.JPG À direita, a vítima dos disparos, Sharley Fermin. Foto: Reprodução
29/07/2019 às 13:03

O policial militar Ariel da Cruz Bastos que matou na madrugada de domingo (28) com tiro nas costas Sharley Sales Mendes Fermin Junior, de 18 anos, teve prisão preventiva decretada pelo juiz Daniel Manussakis, da Comarca de Justiça de Jutaí, município distante 749 quilômetros de Manaus.  Sharley dirigia uma moto na contramão quando foi alvejado pelo PM. As imagens foram registradas por câmeras de segurança.

A medida, datada de ontem, ocorre após o Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) pedir a prisão preventiva do PM. Nesta segunda-feira (29), familiares e amigos da vítima realizaram um protesto em frente à delegacia de polícia do município.

O PM preso está sendo transferido para o município de Tefé, onde vai cumprir a prisão preventiva, conforme decisão do juiz de Jutaí, após o município registrar aumento de protestos dos familiares e amigos da vítima.  A cidade de 20 mil habitantes conta com pouco efetivo policial, o que levou o MPE-AM a pedir a transferência do PM para Tefé, e decisão foi acatada pela Justiça.

Os disparos do PM que levou a morte de Sharley foram registrados por imagens de câmera de segurança, localizada em frente a um mercado, próximo a uma praça do município, local onde o PM sacou a arma e disparou contra a vítima, que caiu da moto segundo depois. Atingido nas costas, Sharley morreu no local, conforme constatou a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Em nota enviada ontem à reportagem, a assessoria da Polícia Militar do Amazonas destacou que o PM foi afastados de suas funções e responderá Inquérito Policial Militar (IPM).

A Polícia Militar ressalta que não compactua com abusos e excessos que contrariem a lei e a ordem, prezando sempre pelo bem comum, com o dever de servir, proteger e preservar os direitos individuais e coletivos, e que todos os elementos apresentados durante o processo investigatório serão apurados da forma transparente que o caso requer.

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