Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Notícias

Poder Judiciário lança censo para servidores

Grau de felicidade dos servidores é uma das perguntas



1.jpg Vice-presidente do TRE, Socorro Guedes, afirma que grau de satisfação dos servidores, hoje, é maior do que era antes
27/08/2013 às 08:41

Uma das instituições em que a população menos confia, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Poder Judiciário Brasileiro iniciou, nessa segunda-feira (26), um Censo que quer saber, entre outras coisas, se os seus servidores têm orgulho de dizer o que fazem e onde trabalham.

Inédito, o Censo do Poder Judiciário é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Para o órgão, o trabalho ajudará a conhecer melhor servidores e magistrados, e com isso propor ações que aprimorem os serviços oferecidos pela Justiça Brasileira.

O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) iniciou o processo, nessa segunda-feira (26), apresentando os membros da comissão que incentivará a participação dos servidores no Censo. À imprensa, a vice-presidente do órgão, desembargadora Socorro Guedes, declarou que pode até não ser grande, por exemplo, o grau de felicidade dos servidores na corte, mas hoje é maior que antes.

“Num primeiro momento, não vamos ter um quantitativo (grande) da satisfação dos nossos servidores. É lógico que hoje nós estamos sabendo que eles estão mais felizes que antes, no momento em que existe maior diálogo, parceria e ajuda mútua”, afirmou Socorro Guedes. Segundo a desembargadora, o presidente do TRE-AM, Flávio Pascarelli, não participou da entrevista coletiva porque está com um problema de saúde.

Para a desembargadora, uma das principais deficiências do TRE-AM é a falta de servidores. “Não precisa esse questionário ser respondido, porque nós já sabemos que é uma dificuldade, motivo de estresse, tanto para juízes e para servidores”, disse Socorro Guedes.

A ausência de servidores, segunda a vice-presidente do TRE-AM, não é exclusividade da corte amazonense, e não tem solução diretamente ligada às ações da presidência do tribunal. “Isso (contratar mais servidores) não depende da direção dos (tribunais) regionais. Diferente de tribunais estaduais, que o presidente pode, de forma mais livre, dispor de recurso e escolher como melhor aplicar, nos regionais, nós dependemos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Todas as necessidades são passadas para aprovação do TSE”, afirmou Socorro Guedes.

De acordo com informações da assessoria de comunicação do TRE-AM, o tribunal tem 279 servidores efetivos, 130 requisitados cedidos de outros órgãos, dois lotados provisoriamente, e quatro em cargos comissionados sem vínculo com a corte.

Apenas 37 confiam na instituição

Trabalho da Fundação Getúlio Vargas (FGV) concluído no final de 2012, e publicado em março deste ano, o Índice de Confiança na Justiça brasileira (ICJBrasil) apontou que apenas 37% da população confiam no Poder Judiciário.

Em um universo de 11 instituições, o Poder Judiciário figura em 8º lugar. Ganha penas das emissoras de TV (34%), do Congresso Nacional (21%) e dos Partidos Políticos (10%). Oito Estados participaram da pesquisa, entre eles o Amazonas.

Segundo a FGV, o ICJBrasil é um levantamento estatístico de natureza qualitativa, com base em amostra representativa da população. O objetivo é acompanhar de forma sistemática o sentimento da população em relação ao Judiciário brasileiro.

Para o CNJ, o Censo Nacional do Poder Judiciário vai permitir traçar um perfil dos magistrados e dos servidores de todos os órgãos da Justiça. O questionário terá que ser respondido no prazo de 45 dias.

Com 39 perguntas, o questionário do Censo está disponível aos servidores efetivos, comissionados ou requisitados ao Judiciário na página do CNJ na Internet. Outra lista de perguntas será disponibilizada apenas para os magistrados em data ainda não informada pelo conselho.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.