Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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Polícia abre inquérito para investigar morte de garoto de 10 anos em comunidade do RJ

Eduardo, 10, foi morto na cabeça com um tiro, provavelmente de fuzil e disparado por PM. Há dois dias, ele é a quarta vítima morta no Complexo do Alemão


03/04/2015 às 15:36

A Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro instaurou um inquérito nesta sexta-feira (3) para apurar as circunstâncias da morte de Eduardo de Jesus Ferreira, 10 anos, uma das quatro vítimas baleadas nos últimos dois dias no Complexo do Alemão, Zona Norte da capital fluminense. Foi feita perícia no local, e parentes do garoto foram ouvidos.

Eduardo teria sido morto na cabeça por um tiro de fuzil enquanto estava sentado na frente de casa, na comunidade do Areal, no Complexo do Alemão. Em um vídeo que circulou nas redes sociais é possível ver o corpo do garoto caído perto de uma escadaria, enquanto alguns moradores gritam e confrontam PMs, chamando-os de covardes.

 “O que eu vou fazer sem meu filho?”, grita a mãe, Terezinha Maria de Jesus, no vídeo. Ela estaria na sala de casa quando ouviu o disparo, correu e viu o rosto do PM que teria atirado em Eduardo. Ela disse em entrevistas a portais de notícias que pretende sair do Rio. Ainda não está confirmado quem efetuou o disparo nem se a bala partiu de arma de um policial.

Quatro mortes

Os agentes também investigam a morte de Elisabete Alves de Moura Francisco, baleada dentro de casa na tarde de quarta (1º), assim como a filha, que ficou ferida. Policiais militares suspeitos de envolvimento foram chamados para prestar depoimento e tiveram as armas apreendidas para confronto balístico.

Na quinta-feira (2) à noite, moradores foram às ruas protestar contra a violência e os abusos cometidos por policias militares nas comunidades recebedoras do programa de segurança pública Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Desde o início do ano, tiroteios e mortes tem sido parte da rotina dos cerca de 70 mil moradores das 15 comunidades do Complexo do Alemão. Conforme a UPP de Nova Brasília, no Complexo do Alemão, as mortes ocorreram devido a confrontos com bandidos armados. Um policial atingido por estilhaços ficou ferido e depois foi medicado.

Presidente Dilma

A presidenta da República, Dilma Rousseff, divulgou uma nota nesta sexta-feira (3) na qual se solidariza com Terezinha Maria de Jesus, mãe de Eduardo. Ela lamentou a morte do garoto, mas não se pronunciou a respeito da violência nas comunidades ou sobre as ações de segurança da Polícia Militar nessas favelas.

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