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Polícia busca pistas de Douglas e Mateus, os suspeitos de assassinar PM em Maués

Familiares afirmam que os jovens foram sequestrados por policiais militares, após morte do soldado Ronaldo da Silva Costa, morto a tiros e golpes 25/02/2015 às 10:50
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Douglas e Mateus desapareceram horas depois do assassinato do policial militar Ronaldo da Silva Costa (na foto)
Joana Queiroz Maués (AM)

Membros da Corregedoria Geral e peritos criminais estão na cidade de Maués (a 276 quilômetros de Manaus) para colaborar nas investigações do desaparecimento de Douglas da Cruz Fernandes, 21, e Mateus Amaral, ocorrido na madrugada do último dia 11, horas depois do assassinato do policial militar Ronaldo da Silva Costa 31, morto a tiros e a golpes na sede do município, segundo informou ontem o secretário de segurança pública Sérgio Fontes.

De acordo com o secretário, até ontem a polícia ainda não tinha nenhuma pista que levasse ao paradeiro de Douglas e Mateus. “Precisamos esclarecer o que aconteceu com essas pessoas. Até o momento ainda não dá pra dizer se elas estão desaparecidas ou fugitivas”, disse Fontes. Conforme o secretário, até o momento o corpo das vítimas não foram encontrados.

O secretário informou ainda que o corregedor e peritos vão colaborar com o delegado Rafael Shimith, que é quem está presidindo as investigações, além de apurar provável desvio de conduta de policiais militares que trabalham naquele município.

Elzo Lacerda de Souza, 28, principal suspeito do crime de Ronaldo, segundo a polícia de Maués, ainda está foragido. Ontem o delegado informou que as investigações estão em andamento. Segundo ele, Ronaldo e Mateus estão desaparecidos desde o dia que o policial foi morto. A polícia apurou que eles foram levados por um grupo de homens encapuzados, supostamente policiais militares, que invadiram as suas casas e os retirou à força. Deste então, não foram mais vistos.

Na delegacia de Maués pelo menos quatro policiais militares foram reconhecidos por testemunhas. De acordo com o delegado, com base nas investigações, não há dúvidas de que o desaparecimento de Ronaldo e Mateus está relacionado com a morte do soldado Ronaldo, uma forma de represália. Até ontem nenhum policial havia sido indiciado.

A irmã de Douglas, Alciane da Cruz Fernandes, 43, denunciou que o irmão foi assassinado por PMs em Maués em represália à morte do soldado. Segundo ela, os policiais invadiram a casa do rapaz, o agrediram, sequestraram, torturaram e depois o mataram em um matagal. Douglas não foi mais visto e a irmã nega o envolvimento dele.

A morte do PM é vista como um crime passional motivado pelo ciúme de Júnior, atual namorado de Lorraine Ketelen da Cruz, do ex-namorado o soldado Ronaldo. O soldado foi assassinado por volta das 2h, na rua Pescador, conjunto 25, bairro Mário Fonseca, área conhecida pelo tráfico de drogas, segundo a polícia, e onde Lorraine morava.

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