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Polícia busca por assassinos de prefeito de Maraã e não descarta hipótese de crime político

Neto da vítima teria testemunhado o homicídio, ocorrido na noite de domingo (28) por tiro de espingarda. Familiares defendem a tese de motivação política no crime 29/02/2016 às 16:43
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Cícero Lopes (Pros) foi morto com tiro nas costas, provavelmente de espingarda
VINICIUS LEAL E ARISTIDE FURTADO Manaus

As polícias Civil e Militar estão empenhadas em desvendar o assassinato do prefeito de Maraã, Cícero Lopes (Pros), morto com um tiro nas costas na noite de domingo (28) em frente à própria casa. As buscas pelos suspeitos continuam e não é descartada a hipótese de crime político.

Familiares da vítima defendem a tese de homicídio motivado por desavenças políticas, como disse por telefone à reportagem a filha do prefeito, Maria Gleiciane Silva, que é secretária de Finanças de Maraã. Segundo ela, o neto de Cícero, um rapaz de nome e idade não revelada, testemunhou o assassinato do avô, e pode ajudar nas investigações. Ele não foi atingido por nenhum disparo.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel James Frota, também conversou com o Portal A Crítica e confirmou que o tiro que matou o prefeito de Maraã partiu de uma espingarda, provavelmente de calibre 12. O comandante disse que 10 militares do 3ª Batalhão da PM de Tefé já chegaram ao município, distante 615 quilômetros da capital, para dar reforço policial e conter os ânimos na cidade.

As investigações do caso também já começaram. Seis pessoas da Polícia Civil de Manaus foram enviadas à Maraã: investigadores da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS) e peritos do Instituto de Criminalística. O delegado Luiz Rocha, da DEHS, está à frente do caso e já chegou à cidade. Ele começou a coletar depoimentos de testemunhas e familiares.

O delegado Ivo Martins, titular da DEHS que está em Manaus, disse por telefone à reportagem que existe a suspeita do crime ser político. “Não descartamos a hipótese, nem de rixa pessoal nem de (rixa) política. Estamos coletando informações”, declarou. Até o momento não há suspeitos e ninguém foi preso.

O vice-prefeito de Maraã, Luiz Magno Moraes (PT), que é apontado como adversário político da vítima e que recebeu proteção na delegacia da cidade, já foi ouvido pela polícia. Segundo o delegado Ivo Martins, o vice continuava abrigado no 60º Distrito Integrado de Polícia (DIP) – não detido, mas a proteção dele – até a tarde desta segunda.

As buscas

Desde a noite do crime, as buscas pelos assassinos do prefeito de Maraã foram iniciadas. O criminoso conseguiu escapar e policiais civis e militares, na tentativa de fechar o cerco ao atirador, bloqueavam o rio que banha o município, que a única maneira de sair da região é por via fluvial.

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