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Cotidiano
OPERAÇÃO RIO AMAZONAS

PC cumpriu cerca de mil mandados de prisão contra detentos do AM em operação

Operação Rio Amazonas começou em outubro de 2017. Objetivo, segundo a Polícia Civil, é intensificar o cumprimento de mandados de delitos de maior gravidade 12/02/2018 às 15:39
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Quinta fase da operação foi deflagrada no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). Foto: Arquivo/AC
acritica.com* Manaus (AM)

De outubro de 2017 até a primeira semana de fevereiro deste ano, a Polícia Civil do Amazonas cumpriu cerca de mil mandados de prisão que estavam abertos contra detentos do sistema prisional do Estado. Os números são da Operação Rio Amazonas, que teve sua quinta fase deflagrada na semana passada.

Com a operação, a situação penal de detentos de todas as unidades prisionais está sendo atualizada, evitando que presos perigosos que respondem por diversos crimes acabem sendo liberados.

Na última sexta-feira (9), a quinta fase da Operação Rio Amazonas foi concluída após sete dias de trabalho. Em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), foram cumpridos 101 mandados de prisão, a maioria por homicídio.

Tipos de crime

Dos mandados cumpridos na quinta fase da Operação Rio Amazonas, 36 foram por homicídio, 26 por roubo, 13 por tráfico de drogas, 10 por estupro, cinco por precatórias, três por porte ilegal de arma de fogo, dois pela Vara de Execuções Penais (VEP), um por feminicídio, um por violência doméstica, um por associação criminosa, um furto, um por receptação, um por pensão alimentícia e outro por criminal. 

Nesta fase, a operação foi deflagrada no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). Considerado um dos líderes de uma facção criminosa, Kaio Wellington Cardoso dos Santos, conhecido como Mano Kaio, teve três mandados por homicídio cumprido na operação.

"Se não fosse dado cumprimento aos mandados, essas pessoas poderiam até voltar ao convívio da sociedade", destaca o delegado Samir Freire, titular da Delegacia Especializada em Capturas e Polinter (DECP).

"O objetivo da operação é dar eficácia às decisões judiciais e intensificar o cumprimento de mandados de delitos de maior gravidade, especialmente nas proximidades do Carnaval, período em que a circulação de pessoas nas ruas é maior e a vulnerabilidade aumenta”, explicou o delegado titular da Polinter.

Novas fases

De acordo com o delegado Samir Freire, novas fases da Operação estão sendo trabalhadas.

"A Operação vai ser feita de maneira a atualizar os mandados que estão abertos contra os detentos que já estão no sistema prisional. São referentes a pessoas que já cumprem pena, mas possuem mandados em aberto por outros crimes, como roubos, homicídios, estupros", afirmou o delegado.

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