Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
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Polícia Civil encontra fuzil, drogas e dinamites em sítio do crime organizado em Manaus

As dinamites apreendidas são as mesmas que foram detonadas na Avenida do Samba e que puseram medo em servidores da Delegacia Geral (DG) na terça-feira



1.jpg Sítio localizado no ramal do Pau Rosa, onde foi encontrado as dinamites e armas , era de Clemilson dos Santos Farias
06/05/2015 às 15:23

Dinamites, um fuzil, drogas e uma escopeta calibre 12 foram apreendidos na noite de segunda para terça-feira (5) em um sítio no ramal do Pau Rosa, km 21 da BR-174. As dinamites apreendidas são as mesmas que foram detonadas na Avenida do Samba e que puseram medo em servidores da Delegacia Geral (DG) na terça-feira (6);

O sítio em que foram encontrados os materiais, segundo o delegado geral Orlando Amaral, servia como base para o grupo de criminosos formado por Erivelton da Silva Medeiros, 19, Rodrigo Alves Gaia, 21, Thiago Alves Abrantes, 23, Darlisson de Souza Durães, 26, Denis de Souza Matos, 26, Bruno Nogueira Barbosa, 27 e Clemilson dos Santos Farias, 36, considerado pela polícia como o braço armado do traficante de droga João Pinto Carioca, o “João Branco”.

De acordo com as investigações feitas por policiais da Secretária Executiva Adjunta de Inteligência, do Departamento de Narcóticos (Denarc), Departamento de Combate ao Crime Organizado (DRCO), o sítio pertence a Clemilson, que é apontado como o líder do grupo. A polícia chegou à propriedade na tarde de segunda-feira (4) e durante as buscas no local, que entraram pela noite,  foram encontrados um fuzil da marca Fal, de propriedade da Marinha do Brasil, e mais uma escopeta. “Até agora são nove armas apreendidas com o grupo”, disse o delegado.

O delegado do Denarc, Samir Freire, disse que o poder de fogo dos criminosos era alto. O tiro do fuzil tinha capacidade para atravessar coletes a prova de balas, lataria de carro forte e paredes. A polícia suspeita que as 15 bananas de dinamite apreendidas no sítio seriam usadas para explodir caixas eletrônicos. Além das bananas, os policiais apreenderam os detonadores. Elas estavam escondidas em sacas de café. O delegado disse que foram apreendidos outros materiais que ele não pode revelar.

De acordo com o delegado Samir, a propriedade é bem estruturada e localizada em um ponto estratégico, nas proximidades do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no km 8 da BR-174, onde estão presas a lideranças de organizações criminosas. No local, os policiais encontraram represas onde há criações de peixes tambaqui e pirarucu. “Para mim o sítio deve estar avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão”, ressaltou Samir.

Todo  o material apreendido foi levado para a sede da Delegacia Geral, na avenida Pedro Teixeira, Dom Pedro, Zona Centro-Oeste, inclusive as dinamites. Ontem pela manhã, o esquadrão antibomba da  Polícia Militar foi acionada para fazer a remoção e a detonação do explosivo. Assim que os policiais chegaram, parte dos servidores da instituição foi evacuada. Alguns ficaram na porta de saída querendo saber o que estava acontecendo.

Prisão

Os sete pistoleiros foram  presos no sábado passado, por volta das 16h no bairro Santa Elelvina, Zona Norte. Com eles foram apreendidos  oito armas de fogo dois revólver calibre 38, cinco pistolas, sendo duas PT 40, duas 380, uma PT 30 e uma submetralhadora, além de munições. Com mais duas que foram apreendidas ontem, o número de armas de fogo do grupo sobe para nove.

Quadrilha de alta periculosidade

De acordo com as investigações, os criminosos são integrantes de um grupo especializado em extermínio e que prestam serviço para o traficante fugitivo da Justiça, João Pinto Carioca, o “João Branco”.

Com a prisão do bando a polícia espera elucidar mais de dez crimes de homicídio com característica de pistolagem, que aconteceram nos dois últimos meses.  Nesta terça-feira, o delegado geral Orlando Amaral informou que o delegado da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ivo Martins, ainda está catalogando  os homicídios que são atribuídos a eles. “Com a prisão desse grupo de pistoleiro nós acreditamos que o número de homicídio vai ter uma baixa considerável”, disse Amaral.

Durante os interrogatórios, os criminosos se negaram a responder as perguntas dizendo que só vão falar em juízo.  O delegado da DEHS, Ivo Martins, disse que, apesar do silêncio dos criminosos, a polícia conseguiu identificar pelo menos dez homicídios que foram praticados por eles. Quatro deles aconteceram nesse ano no bairro do Coroado, Zona Leste.

Saiba mais:  Medo

A origem das dinamites ainda está sendo investigadas. Como as dinamites estavam no pátio da Delegacia Geral, onde funciona o restaurante do prédio, os servidores tiveram que procurar outro local para almoçar. Questionada sobre risco de explosão, a assessoria do órgão negou tal possibilidade e informou que o material foi levado para a sede da DG, na avenida Pedro Teixeira,  porque não apresentava riscos em um procedimento padrão.


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