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Polícia Civil prende mãe do bebê jogado no rio Negro, em Manaus

Cleudes iria prestar novo depoimento na delegacia quando recebeu voz de prisão. Agora pai e mãe estão presos pelo desaparecimento do filho de 4 meses 03/09/2015 às 12:50
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Cleudes Maria, a “Cléo”, a mãe do bebê jogado no rio Negro
VINICIUS LEAL E JOANA QUEIROZ Manaus

Cleudes Maria Batista, “Cléo”, a mãe do bebê que desapareceu nas águas do rio Negro, em Manaus, foi presa pela Polícia Civil nesta quinta-feira (3), em Manaus. Ela iria prestar novo depoimento na delegacia quando recebeu voz de prisão. Ela também é suspeita do crime.

A prisão dela ocorreu por mandado judicial aprovado e decretado pela juíza Mirza Telma de Oliveira, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus. Agora pai e mãe do bebê Pablo Pietro, de 4 meses, estão presos pelo desaparecimento do filho e são suspeitos na investigação.

Cleudes seria ouvida pela segunda vez pelos delegados Ivo Martins e Rodrigo Azevedo, na Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS), para esclarecer pontos divergentes da versão dada pelo ex-companheiro e pai do bebê, Josias Oliveira Alves, já preso.

A polícia tenta descobrir quem foi o responsável pelo desaparecimento do menino Pablo Pietro, que sumiu na noite do último dia 14, sexta-feira, após ser supostamente arremessado nas águas do rio Negro em viagem de barco. O pai pilotava a embarcação e, do lado, estava a mãe e o filho.

Até ontem (2), Josias estava preso temporariamente e Cleudes em liberdade. Até o momento, nenhum deles foi indiciado no inquérito policial sobre o desaparecimento do menino, por falta de provas. A polícia está praticamente convencida de que a criança está morta.

Frente a frente

Na acareação entre o casal, ocorrida na semana passada, os pais acusavam um ao outro de ter jogado o bebê no rio. Segundo o delegado Rodrigo Azevedo, a acareação não ajudou muito no esclarecimento do caso porque os dois mantinham suas versões já divulgadas anteriormente.

Na acareação, Cleudes reconheceu que não pulou no rio como havia dito em seu primeiro depoimento formal. Ela confessou que foi Josias quem a deixou na margem do porto de São Raimundo. Fato que foi comprovado pelas câmeras de segurança do local.

Para o delegado Ivo Martins, o fato de Cleudes ter mentido não quer dizer que o restante de seu depoimento também é falso. Outra informação nova foi de que Cleudes teria dito a Josias durante a briga que sua menstruação não havia descido. Que, após dizer isso, Josias ficou furioso e a atacou.

De acordo com Martins, Josias errou diversas vezes o nome do filho: em algumas vezes dizia Paulo ou Pedro. Josias também contou que não tinha certeza se realmente era pai do menino, mas afirmou que pagava pensão e que juntava dinheiro para realizar um exame de DNA.

Dúvidas

Um dos pontos que a polícia tenta esclarecer é a agressão que Josias sofreu no lado esquerdo do rosto. Ele diz que foi agredido por Cléo com um celular quando o casal discutia ainda no porto. Ela confessa a agressão, mas disse que usou um remo para bater nele, dentro do barco.

Investigações

O delegado Ivo Martins foi até Manacapuru, onde o caso morava, para tentar traçar o perfil de Cléo e Josias. O delegado Rodrigo disse que provavelmente não será feita a reconstituição do caso já que o casal mantém a mesma posição com pontos divergentes.

Pai confessou

Josias confessou informalmente ao delegado Ivo Martins ter sido ele quem arremessou a criança nas águas. Depois, em depoimento oficial, ele negou tudo novamente e disse ter sido Cleudes quem arremessou a criança.

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