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Polícia cumpre reintegração de posse em terreno na AM-070

No Km 6 da rodovia estadual Manoel Urbano, cerca de 61 residências de duas comunidades foram demolidas com móveis dentro. Ocupantes reclamaram promessa do prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, em resolver problema 06/01/2015 às 16:12
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Terreno estava dividido em duas comunidades, São Sebastião e Grande Vitória
VINICIUS LEAL Manaus (AM)

Cerca de 42 famílias foram retiradas de um assentamento de terra no Km 6 da rodovia estadual AM-070 Manoel Urbano (Manaus-Manacapuru) na manhã desta terça-feira (6). Policiais militares cumpriram um mandado de reintegração de posse emitido pela Justiça do Amazonas e residências das pessoas foram demolidas por tratores.

No local, dividido em duas comunidades, São Sebastião e Grande Vitória, havia 61 casas de madeira e de alvenaria, e móveis e objetos pessoais dos moradores foram destruídos. “Eles entraram ontem e hoje foi a demolição. Estamos sem onde morar, estamos na casa de parentes”, disse a dona de casa Edna Avelino Rodrigues, 43, moradora.

Segundo ela, os ocupantes do terreno sabiam do mandado judicial desde outubro do ano passado, mas uma manobra do prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, conseguiu adiar a data para o cumprimento da reintegração. “O prefeito disse que ia ajudar e deixou a gente na mão”.

“O prefeito conversou e disse que ia tirar a gente do local para colocar em outro (terreno), no Km 26 (da AM-070). Nós queremos conversar com ele, mas ele só manda a secretária ‘Sâmiai’, de habitação. Agora a gente está esperando a resposta dela, o que vai ser feito”, afirmou Edna.

Título da terra

Segundo a moradora do local, Edna, o proprietário do terreno não possui o título definitivo do local, mas mesmo assim conseguiu uma liminar para a retirada dos populares. Conforme Edna, o assentamento existe há mais de dois anos. “Quando cheguei lá, há dois anos, já tinha gente com mais tempo. Não fui eu que invadi. Invadiram e repassaram o terreno”.

“Comprei meu lote e construí uma casa de alvenaria. Mas a polícia derrubou tudo e não deixou nem retirar nossas coisas, e não teve assistência”. Edna morava no local com mais nove pessoas, entre esposo, três filhos, genro e quatro netos. Agora está abrigada em um cômodo na casa de uma amiga.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Iranduba, mas até o fechamento desta matéria não conseguiu dados sobre o mandado de reintegração e ações posteriores promovidas com os populares que ocupavam o terreno. A secretária de habitação, Sâmia, prometeu repassar novas informações ainda nesta terça-feira (6).

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