Sexta-feira, 14 de Maio de 2021
Operação Sangria

Polícia Federal deflagra terceira fase da Operação Sangria

Mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça



ac_30_A884A3F3-1CCF-417A-993A-2BB54DB136E0.jpg Polícia Federal na seda da SES-AM. Foto: Reprodução TV A CRÍTICA.
30/11/2020 às 08:31

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (29), a terceira fase da Operação Sangria, que investiga crimes como pertencimento a organização criminosa, fraude a licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro.

A PF cumpre mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), todos na cidade de Manaus.



De acordo com nota divulgada pela PF, estão sendo investigados funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que direcionaram em favor de uma empresa investigada uma licitação cujo objeto seria a aquisição de respiradores pulmonares, sob orientação da cúpula do Governo do Estado.

Antes da abertura da licitação, a empresa investigada adquiriu parte dos respiradores pulmonares em outro Estado da Federação. Segundo as investigações, o próprio Governo do Amazonas trouxe, mediante transporte aéreo, os equipamentos adquiridos pela empresa, custeando o frete.

Com a chegada dos respiradores pulmonares em Manaus, a empresa investigada, mediante acerto, repassou-os à empresa comercializadora de vinhos. Em seguida, houve a adjudicação da dispensa de licitação fraudulenta em favor da empresa distribuidora de bebidas, a qual entregou os produtos que a empresa investigada já tinha adquirido de fornecedores e o próprio Governo do Amazonas os transportou para Manaus/AM no dia anterior à contratação da empresa de vinhos.

As triangulações realizadas entre as empresas investigadas, bem como o fretamento aéreo dos respiradores pulmonares custeado pelo Governo do Amazonas, aumentaram a margem de lucro ilícita dos investigados. Destaca-se que o Edital de dispensa de licitação é explícito que tais custos deveriam ficar à cargo da empresa contratada, e não do Governo.

Os indiciados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, peculato, pertencimento a organização criminosa e lavagem de dinheiro. Se condenados, poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão.

O nome da operação é uma alusão às suspeitas de que uma revendedora de vinhos tenha sido utilizada para desviar recursos públicos que deveriam ser destinados ao sistema de saúde.

*Com informações da assessoria de imprensa

 

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