Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
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Polícia Federal quer extradição de presos que forneciam armas e drogas para a FDN

Pedido de transferência de quatro presos no Peru ligados à facção criminosa FDN, entre eles Nelson Colllantes, foi enviado à Justiça



1.jpg Apontado como um dos fornecedores da FDN, Nelson Collantes, o ‘Acuario’, foi preso quando assistia ao filho jogar futebol
08/12/2015 às 10:19

A Polícia Federal (PF) representou pela extradição de, pelo menos, quatro estrangeiros que foram presos durante a operação La Muralla, deflagrada no dia 20 do mês passado. Os presos são apontados pelas investigações como fornecedores de armas e de drogas para a facção criminosa Família do Norte (FDN). O principal deles é o peruano Nelson Flores Collantes, conhecido como “Acuario”.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Caio Avanço, a Justiça Federal vai entrar em contato com o Ministério das Relações Exteriores para providenciar a extradição dos criminosos. “Eles foram presos no exterior, mas precisam vir para o Brasil cumprir pena pelos crimes que cometeram aqui”, disse Avanço.



Prisão

A prisão de Acuario aconteceu no dia da operação. De acordo com informações da Polícia Federal, ele foi preso na cidade de Iquitos, na região amazônica do Peru, por policiais da Divisão de Operações Táticas Antidrogas, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pela Justiça Brasileira.

A prisão aconteceu na cidade de Loretto, em um campo de futebol, quando ele assistia a uma partida do time do filho. Acuario foi surpreendido com a chegada de um forte esquema policial montado para dar cumprimento ao mandado de prisão internacional.

A prisão do narcotraficante foi divulgada pelos meios de comunicação do Peru e da Colômbia como uma “vitória” da justiça brasileira, que conseguiu tirar de circulação um criminoso que sempre escapava de ser por usar nomes e documentos falsos. O Brasil havia pedido a captura dele por estar vinculado a uma rede de tráfico ilícito de drogas que atua no País e reivindicou a extradição.

Nome falso

De acordo com investigações da Polícia Federal, Nelson Flores Collantes, o Acuario, é peruano da cidade de Huanuco, tem 51 anos de idade e utiliza os nomes falsos de Pedro Flores Mendieta e Daniel Acevedo Fernandes.

Além de fornecer armas e drogas para o Brasil, Acuario também fornecia os mesmos produtos para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Seus carregamentos saíam de Tingo María, selva central do Peru, e entravam por Letícia, na Colômbia.

No Brasil, ele responde a três processos criminais, todos da Vara Única da Subseção Judiciária de Tabatinga. Ainda de acordo com a PF, ele atua na tríplice fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru, fornecendo armas e drogas e é investigado pelas polícias dos três países.

Negociava com o ‘conselho’

A relação do peruano Nelson Flores Collantes, o Acuario, com a Família do Norte (FDN) está no fornecimento de armas e drogas, especialmente com Geomisson de Lira Arante, o “Roque”, um dos “conselheiros” da facção criminosa que atua na maior rota de tráfico de cocaína do mundo: a Solimões - que liga a tríplice fronteira a Manaus e, de lá, ao resto do Brasil e do mundo. “Roque”, com quem Acuario negociava, está no “segundo escalão” da FDN, abaixo de José Roberto Fernandes Barbosa, o Zé Roberto da Compensa, e Gelson Carnaúba, tidos como “comandantes” da organização criminosa.

Negociações

Durante as investigações da Polícia Federal, Acuario negociou grandes quantidades de drogas e armas de grosso calibre com a FDN. Prisão Também durante as investigações, no dia 1° de agosto deste ano, a Polícia Civil prendeu o “braço direito” de Acuario, Bráulio Carlos Sanchez Rendon, com 80 quilos de drogas, em uma casa no beco Santa Clara, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul.



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