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Cotidiano
CONFUSÃO

Polícia Federal vai investigar incêndios em prédios do Ibama e ICMBio em Humaitá

Policias federais desembarcaram no município neste sábado (28). Segundo a PM, a situação já foi controlada e os ânimos foram apaziguados, 28/10/2017 às 11:28 - Atualizado em 28/10/2017 às 13:10
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Durante o ato, os prédios do Ibama e do ICMBio foram atingidos (Foto: Divulgação)
Kelly Melo Manaus (AM)

Um contingente de policiais federais de Rondônia desembarcou no município de Humaitá (distante 590 quilômetros de Manaus) na manhã deste sábado (28) para investigar os responsáveis pela confusão generalizada que culminou na destruição total dos prédios do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na última sexta-feira. Desde o início da semana, o Ibama e o ICMBIO  com apoio da Força Nacional e das Forças Armadas vinham realizando uma operação para combater garimpos ilegais na região, o que gerou a revolta dos garimpeiros.

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel David Brandão, a situação já foi controlada e os ânimos foram apaziguados, desde a noite de sexta-feira. Mas segundo o Ibama, ainda existe a preocupação com a segurança dos servidores dos órgãos afetados, que foram alojados juntamente com militares do Exército e da Marinha para evitar novas ameaças.

Segundo a assessoria de comunicação do órgão, ainda não há um levantamento dos prejuízos causados na sede do Ibama em Humaitá. No entanto, o incêndio destruiu totalmente o prédio, além de viaturas da instituição.

Outro prédio totalmente incendiado foi a sede do ICMBIO, onde funcionavam quatro gerências de  reservas sustentáveis do rio Purus. Segundo o ex-prefeito da cidade, Írio Guerreiro, que é esposo da proprietária do prédio, todos os documentos e equipamentos do instituto foram destruídos com as chamas. “O ICMbio está instalado em Humaitá há nove anos e todo esse trabalho foi perdido. Não sobrou nada e calcula-se que pelo menos 4 mil pessoas participaram desse atentado”, afirmou ele.

Conforme Guerreiros, cinco veículos do ICMbio e da Força Nacional, além de parte do alojamento da FN, também foram incendiados. Ninguém ficou ferido.

Ibama “tocou o terror”

Para o prefeito de Humaitá, Herivaneo Seixas, o Ibama foi o responsável pelo conflito. Segundo ele, 40 balsas de garimpeiros foram incendiadas indevidamente durante a operação de combate a garimpos ilegais. “Eles chegaram aqui e só deram tempo para os garimpeiros e suas famílias saírem das balsas. O único responsável por isso é o próprio Ibama que tocou o terror em Humaitá e pôs em risco uma população de 53 mil habitantes. Eles tem que ser responsabilizados por isso”, disse o prefeito.

Na opinião de Seixas, os servidores do Ibama e Forças Armadas “usaram de maldade” com os garimpeiros. “É a primeira vez que algo parecido acontece em Humaitá. O que eles fizeram foi um ato de selvageria e falta de respeito com a cidade. Isso não se faz”, afirmou.

Ainda segundo o prefeito, ainda na tarde deste sábado, representantes das secretarias de Segurança Pública, Justiça e Direitos Humanos (Sejusc) e Assistência Social (Seas) devem chegar no município para fazer um levantamento das  perdas.  As investigações entorno do caso serão realizadas pela Polícia Federal do Rondônia.

O titular da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas, Bosco Saraiva, confirmou que uma equipe do Governo se deslocará neste sábado (28) para o município. "Foi uma situação tensa. Segundo relatórios iniciais foi provocada por membros de organismos federais. Tudo será investigado a fundo. Nesta manhã, o governador Amazonino determinou o deslocamento de uma equipe do Governo do Estado para a cidade. Queremos levantar os dados apresentando quem foram os responsáveis", completou o secretário.

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