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Polícia invade café com reféns em Sydney, na Austrália; brasileira estava entre o grupo

Autoridades australianas bloquaram parte do centro financeiro da cidade para atender vítimar. Autor do sequestro é um refugiado iraniano pregador do Estado Islâmico. Goiana que mora na Austrália foi uma das reféns, diz família 15/12/2014 às 12:21
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Polícia invadiu café onde pessoas eram feitas reféns
AGÊNCIA BRASIL Manaus (AM)

As autoridades australianas invadiram o café onde clientes eram feitos reféns. As imagens transmitidas pelas emissoras de televisão mostram várias pessoas sendo transportadas em macas. A brasileira Márcia Mikhael esteve entre as pessoas mantidas reféns.

A polícia bloqueou parte do centro de Sydney junto ao centro financeiro, enquanto dezenas de agentes cercavam o Lindt Chocolat Cafe. As imagens das televisões mostraram uma bandeira com inscrições em árabe presa numa janela. 

A polícia australiana indicou que o autor do sequestro em Sydney é um refugiado iraniano que está em liberdade sob fiança. Segundo a imprensa australiana, o suspeito é identificado como Man Haron Monis, um homem de 49 anos que se apresenta como um pregador do Estado Islâmico (EI) e que está em liberdade sob fiança, acusado de cumplicidade no homicídio da ex-mulher.

Monis foi também acusado este ano de ter agredido sexualmente uma mulher em 2002 e de outros 40 crimes de agressão.

O suspeito nasceu no Irã como Manteghi Bourjerdi e chegou à Austrália em 1996, tendo adotado o nome de Man Haron Monis.

No passado, participou em vários protestos contra a presença das tropas australianas no Afeganistão e enviou cartas de ódio às famílias de soldados australianos mortos em conflitos no exterior.

Brasileira entre os reféns

A brasileira Márcia Mikhael estava entre as pessoas mantidas reféns em um café na cidade australiana de Sydney, segundo informação de parentes. Ela é natural de Goiânia e mora na Austrália há cerca de 20 anos.

A informação de que Márcia é uma das reféns chegou aos parentes por meio de duas mensagens postadas no perfil da brasileira no Facebook e foi confirmada por outros parentes que moram em Sydney. A informação não foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores, que disse estar acompanhando o caso.

Segundo Adibe George Khuri, prima de Márcia, a brasileira tem três filhos, que estão na região do Café Lindt Chocolat, em Martin Place, aguardando informações sobre a situação. Outra prima de Márcia Vanessa Fonseca afirmou que um irmão da brasileira também está na região do café acompanhando a operação. “Nosso medo é que ela não saia com vida”, disse Adibe.

A Secretaria de Assuntos Internacionais de Goiás informou que entrou em contato com o consulado brasileiro na Austrália. “O consulado não tem ainda nenhuma informação sobre quem está lá dentro", disse o responsável de Assuntos Consulares e Diplomáticos do governo de Goiás, Adauto Drahuna Neto. Ele adiantou que se trata uma estratégia da polícia australiana não divulgar a identidade dos sequestrados.

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