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Polícia procura responsável por trote com falsa bomba na UEA

Esquadrão antibombas foi acionado e policiais evacuaram duas unidades da universidade na manhã desta segunda-feira (15) 15/06/2015 às 20:49
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A UEA, no bairro Cachoeirinha, foi isolada pelo grupo Marte da PM por algumas horas, enquanto isso, os estudantes tiveram que aguardar do lado de fora
Joana Queiroz Manaus (AM)

A polícia está à procura do autor do trote que levou a evacuação de 4 mil alunos  de duas unidades de ensino da Universidade de Estado do Amazonas (UEA), localizadas na avenida Djalma Batista, no bairro Chapada, Zona Centro-Sul e na avenida Carvalho Leal, no bairro Cachoeirinha, Zona Sul. O fato ocorreu na manhã desta segunda-feira, 15.

Por conta da falsa ameaça de bomba, os estudantes ficaram sem fazer suas provas e apresentar trabalhos acadêmicos de final de semestre. Os docentes, cerca de 500 deles, e servidores, também foram prejudicados. Eles deixaram de exercer suas atividades. Devido à suspensão das aulas, mais de 800 refeições que seriam servidas aos estudantes, tiveram que ser doadas ao Lar Batista Janell Doyle, para não estragar.

De acordo com o delegado geral, Orlando Amaral, policiais do Departamento de Repressão ao crime Organizado (DRCO) deram início às investigações para chegar ao suspeito.

Conforme o artigo 340 do Código Penal Brasileiro (CPB) decreto 2848/40: “provocar a ação de autoridade comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe se não ter verificado. A pena é de detenção de um a seis meses, ou multa”.

Ameaças

Pela manhã da segunda-feira, 15, ligações telefônicas feitas diretamente para as secretarias da Escola Superior de Ciências da Saúde, na avenida Carvalho Leal, e na Escola Normal Superior  na avenida Djalma Batista,  informava que nas dependências das respectivas unidades, havia artefatos explosivos. A polícia foi acionada, mas nada encontrou.

O reitor da UEA, Cleinaldo Costa, chamou a ação de malévola, pois causou dano à comunidade acadêmica e à população de modo geral. Ele prometeu que haverá repercussão no ponto de vista jurídico à medida que as investigações apontarem a responsabilidade. “O ambiente de uma escola é um ambiente santificado onde se cultua o saber, o conhecimento voltado para a comunidade. É inadmissível que isso esteja ocorrendo aqui”, declarou o reitor.

De acordo com o reitor, assim que foi informado da existência da bomba, por volta das 8h30,  ele entrou em contato com a Secretária de Segurança Pública (SSP) que acionou o Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (Marte) da Polícia Militar. Os policiais chegaram  ao local, fizeram o esvaziamento, isolaram a área e iniciaram uma varredura em todos os ambientes, inclusive no telhado.

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