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Cotidiano
TENSÃO

'Policiais atiraram para se defender', diz promotor atingido por tijolo em Caapiranga

Segundo ele, um grupo de 20 pessoas instigava cerca de 200 populares a invadir a delegacia e retirar do local dois suspeitos de homicídio para linchá-los 23/08/2018 às 15:04
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acritica.com Manaus

O promotor de Justiça Daniel Amazonas, da comarca de Caapiranga, relatou, por meio da assessoria de imprensa do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), os momentos de tensão vividos no município nesta quarta-feira, quando  populares tentaram invadir a delegacia para praticar linchamentos de dois suspeitos de homicídio. Na confusão, uma pessoa morreu e outras nove ficaram feridas.

De acordo com o promotor,ele foi chamado durante a manhã para negociar com centenas de pessoas que queriam invadir a delegacia da cidade para linchar um homem e uma mulher suspeitos de cometer homicídio contra um rapaz da cidade. Daniel Amazonas afirmou que tentou convencer as pessoas de que era importante o prosseguimento das investigações policiais, mas sem sucesso.

Segundo ele, um grupo de 20 pessoas instigava cerca de 200 populares a invadir a delegacia e retirar os suspeitos. A multidão tentou invadir atirando pedras em direção à delegacia. Os policiais, então,

O Promotor tentou negociar com a população, a fim de que a polícia pudesse dar continuidade à investigação do assassinato e os manifestantes se afastassem da delegacia, porém, mais de 200 pessoas que eram instigadas por um grupo de 20 populares insistiam em invadir a delegacia para retirar os dois suspeitos. 

A situação, que já era tensa, ficou descontrolada por voltas das 17 h, quando a multidão tentou invadir a delegacia atirando pedras. Os policiais deram tiros de advertência e daí, começou a troca de tiros entre manifestantes e policiais. “Eu estava no pátio da delegacia, jogaram um tijolo na minha direção, aí eu vi que começou aquela chuva de pedras, um policial deu um tiro para o chão, outro um tiro pra cima. Os policiais começaram a atirar pra se defender, não agiram de forma açodada. Foi meia hora de troca de tiros, a própria segurança institucional do MP foi lá, me resgatou, e confirmou que encontraram cápsulas de rifles, balas do outro lado que também atirou, mas o estrago foi grande, destruíram a delegacia”, relatou o Promotor.

Após a troca de tiros, populares ainda tentaram incendiar a delegacia jogando bombas caseiras e também fizeram barricadas para impedir a saída de quem estava no prédio. 

Em nota, o MP-AM informou que a "Procuradoria-Geral de Justiça acompanha a investigação da polícia para tomar as medidas necessárias com relação a esse lamentável episódio de violência e vandalismo".

 

 

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