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Policiais encontram armas em abordagem, homens conta várias versões e acabam presos

Após tentar explicar a presença de armas usando diferentes versões, incluindo se passar por policial civil e depois agente do Detran-AM, homens são acusados de vários crimes, desde a falsidade ideológica até posse ilegal de armas e falsificação de documentos, entre outros.  28/02/2016 às 21:43
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Ex-funcionário do Detran-AM tenta se passar por policial civil e acaba preso, junto com mais dois homens, 3 armas e carro adulterado
Isabelle Valois (Manaus) AM

A tentativa de roubar as armas de dois assaltantes, além de dinheiro, acabou sendo frustrada para Valter Mauro das Chagas, de 44 anos, após policiais militares da 17º Companhia Interativa Comunitária (Cicom) abordarem o veículo conduzido pelo suspeito e colegas no momento em que trafegava na rua Carlos Natrodt, conjunto Santos Dumont, bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus. Para escapar da prisão, Valter ainda tentou dizer que era Policial Civil e, depois, agente do Detran-AM.

Dentro do carro mocelo Citroen C3, de cor preta e com a placa adulterada de XJR-5595 para XJR-6696, estava Vitor do Carmo Vinhote, 20, proprietário do veículo que teria supostamente combinado de cometer assaltos na cidade com seu amigo Fabrício de Aquino Lima, de 35. No momento da abordagem, só estavam dentro do veículo Valter Mauro e Vitor.

Os policiais resolveram realizar uma revista encontraram em posse de Valter uma pistola PT 380. Foi quando, de imediato, o suspeito apresentou a documentação da arma que foi registrada no próprio nome e disse aos policiais que era policial civil. Quando foi pedida a documentação oficial da PC-AM, Valter se apresentou como agente do Departamento Estadual de Transito do Amazonas (Detran-AM).

Ignorando Valter e continuando a revista, os policiais encontraram na posse de Vitor uma pistola PT 765, sendo que o suspeito não possuía nenhum documento informando que a arma era realmente dele. No momento da busca pelo veículo, uma guarnição da Ronda Ostensivo Cândido Mariano (Rocam) foi acionada para ajudar a desvendar o caso.

Em conversa com Vitor, os policiais da Rocam descobriram que tanto Vitor como também Valter e mais o amigo Fabrício iriam cometer assaltos pela cidade. Os policiais questionaram a falta de Fabrício no veículo e Vitor disse que poderia levá-los até onde o suspeito se encontrava, pois o amigo morava no conjunto onde a abordagem estava sendo feita.

Chegando na casa de Fabrício, os policiais o encontraram em posse de um revolver calibre de 22 milímetros, com a numeração raspada. Na abordagem descobriram que Fabrício era foragido da Justiça, pelo crime de tentativa de homicídio.

Depois de todo o procedimento de busca no imóvel onde Fabrício estava, Valter confessou aos policiais que não conhecia os outros dois suspeitos, que ele e mais dois amigos, que segundo ele seria policiais (um civil e outro militar), haviam trocado mensagens com Fabrício e Vitor para combinar um local onde eles se encontrariam para cometer os crimes.

Porém, Valter disse que a ideia verdadeira entre ele e os supostos amigos policiais era de roubar as armas de Fabrício e Vitor, além de todo dinheiro que tivesse em posse dos dois. Ou seja, "ladrão tetando roubar de ladrão", como autoridades viriam a descrever a situação.

De acordo com Valter, ele e os supostos policiais encontrariamm com Vitor e Fabrício no conjunto onde eles sofreram a abordagem. Fabrício teve que entrar no carro dos policiais para repassar todo o dinheiro, enquanto Vitor ficaria com Valter, por isso que era ele quem dirigia o veículo.

Vitor confirmou aos policiais a história e disse que quando haviam combinado de se encontrar o trio tinha informado que eles iriam em um Voyage Prata, mas na hora que foram abordados Valter Mauro estava em um Prisma Branco, que seguiu com Fabrício. Os dois "colegas policiais" não foram identificados nem encontrados.

Foi dada a voz de prisão para os três que foram conduzidos para o 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), acusados de cometerem vários crimes, desde a falsidade ideológica até posse ilegal de armas e falsificação de documentos, entre outros.

O Detran-AM esclareceu, por meio de nota enviada à imprensa, que Valter Mauro não é mais agente do departament: o mesmo teve o cargo comissionado no município de Rio Preto da Eva, mas foi exonerado pelo diretor Leonel Feitoza depois de responder a processo administrativos e na corregedoria por conduta irregular.


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