Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
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Policiais federais decidem paralisar atividades na quarta-feira (22), em todo o País

Segundo a Fenapef, os agentes, escrivães e papiloscopistas federais se sentem desprestigiados pela falta de compromisso do atual governo



1.gif Medida Provisória 657 é apontada pelos policiais federais como o estopim da greve
20/10/2014 às 10:44

Em assembleias realizadas nos dias 16 e 17, milhares de policiais federais em todo o País decidiram paralisar suas atividades durante três dias, a partir de quarta-feira. A greve de 72h – quarta, quinta e sexta - terá início com um ato na terça-feira, à noite, em todas as capitais.

Os grevistas reclamam das interferências e da falta de compromisso do atual governo. Segundo a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), os agentes, escrivães e papiloscopistas federais se sentem desprestigiados, com salários congelados há seis anos, e reclamam da falta de compromisso do atual governo em relação ao termo de acordo que finalizou a última greve em 2012.



O estopim da greve é a recente Medida Provisória 657, que “atropelou” as tratativas junto ao Ministério do Planejamento. Ao restringir as chefias e o conceito de autoridade policial somente para o cargo de delegado, a medida cria uma hierarquia política nunca existente na PF, e retira a autoridade e autonomia técnica dos demais policiais envolvidos nas investigações.

Segundo Jones Borges Leal, presidente da Fenapef, “queremos uma polícia com chefes que mereçam os seus cargos pelo mérito e pela experiência. Somente com profissionalismo podemos evitar interferências nas investigações, garantir que todas as provas produzidas pelos agentes federais cheguem na justiça e impedir que ocorram vazamentos de informações sigilosas”.

Num quadro considerado caótico pelas entidades sindicais, a cada ano mais de 250 agentes federais abandonam a carreira, o índice de doenças psíquicas é altíssimo, a queda no número de indiciamentos é comprovada, o aumento da violência e criminalidade no país é visível, e os problemas de gestão das polícias são piorados por chefias que são escolhidas por critérios políticos. “A Polícia Federal está sendo destruída”, afirmou Jones Borges Leal.


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