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Policiais militares são condenados a 150 anos de prisão, em júri popular, por duplo assassinato

Os quatro foram julgados por um duplo homicídio precedido de sequestro de Gabriel da Silva Ribeiro e Luiz Fernando Gonçalves Neves em 2007. Eles vão recorrer em liberdade 25/06/2015 às 21:16
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Cada réu recebeu a condenação de 37 anos e seis meses
acritica.com Manaus (AM)

Uma pena de 150 anos e 6 meses de prisão para os  policiais militares João Alves da Silva, Lúcio Magno de Souza Rodrigues, Reinaldo da Costa dos Santos e o ex-PM Marcos Paulo Ferreira de Araújo pelo duplo assassinato de Gabriel da Silva Ribeiro e Luiz Fernando Gonçalves Neves, ocorrido em  no dia 15 de junho de 2007. Essa foi a sentença foi  proferida, por volta das 2h  de ontem (25), pelo juiz da 2ª Vara  do Tribunal do Júri, Anésio Pinheiro.

O julgamento começou por volta das 14h de quarta-feira - devido o não-comparecimento das testemunhas que tiveram de ser conduzidas coercitivamente - e durou mais de 15 horas. Cada réu recebeu a condenação de 37 anos e seis meses. O promotor de Justiça Edinaldo Medeiros, que atuou na acusação dos réus, disse que o crime pelo qual os militares estavam sendo julgados tratava-se de homicídio qualificado  por motivo torpe.

Já a defesa dos réus negou a  autoria, tese que foi derrubada com o depoimento da esposa de uma das vítimas. Temendo  represálias, ela entrou no plenário  usando balaclava. A mulher conseguiu reconhecer três dos acusados e chegou apontar para os réus identificando cada um. “Foram esses que entraram na minha casa e levaram o meu marido”, disse a testemunha.

Ela reconheceu João, Lúcio Magno  e o ex-PM Marcos Paulo, como sendo os policiais que invadiram a casa dela, na noite do dia 15 de junho de 2007, e levaram o marido dela.

As vítimas  eram suspeitas de praticar pequenos furtos e foram mortos pelos policiais por terem furtado os pneus do dono de uma lanchonete que fica em uma faculdade particular da Zona Centro-Sul. Ainda de acordo com a denúncia, o homem que teve os pneus furtados chegou aos policiais da Rocam por intermédio do coronel PM Aroldo Ribeiro, que estudava na mesma faculdade. Assim que foi furtado, Orivaldo, conforme o promotor acionou o oficial, que acionou a equipe de policiais para ir atrás dos ladrões.

Em liberdade

O promotor Edinaldo Medeiros disse que os réus vão recorrer da sentença em liberdade. Os quatro já estavam em liberdade quando foram julgados. Um deles, Marcos Paulo Araújo, foi excluído da corporação ao final do Inquérito Policial Militar aberto pela PMAM para apurar o duplo homicídio. O promotor disse que Gabriel foi morto por espancamento. Ele teve o pescoço quebrado. Já Luiz Fernando foi executado com um tiro na cabeça.

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