Domingo, 21 de Abril de 2019
publicidade
1.jpg
publicidade
publicidade

Notícias

Policiais que cometem crimes recebem punições diferenciadas de presos comuns no AM

Nem todos os policiais militares e civis que cometem crimes são expulsos. Realidade é dura 


13/04/2015 às 11:32

De 2013 até março de 2015, 81 policiais entre civis e militares foram expulsos da corporação no Amazonas por diversos crimes. Apesar da condenação, nada alivia o sofrimento de familiares de pessoas que foram, por exemplo, assassinadas por esses homens de farda. Como são militares, muitos recebem uma punição diferenciada e respondem por um processo administrativo dentro da própria polícia. Mas, para as famílias, isso é o suficiente? O MANAUS HOJE relembra, esta semana, casos onde os criminosos são policiais. Apesar de terem cometido crimes bárbaros, nem sempre a pena foi tão dura como a de presos comuns.

A principal diferença quando há um flagrante onde o envolvido é policial, é que ele é recolhido para o Batalhão de Guarda. Um procedimento apuratório é aberto pela Corregedoria da Polícia Militar e, em alguns casos, o policial continua trabalhando normalmente enquanto o caso é investigado, mas em áreas administrativas. O preso comum baixa em seguida para a cadeia pública ou fica na delegacia.

No caso do policial civil, uma equipe da Corregedoria investiga o caso, que pode ir para o setor de denúncia, além do que um procedimento administrativo é aberto. Em casos de crimes graves, como homicídio, ele é afastado de suas funções.

Mãos do comando

Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), o Comando da PM apura os fatos do delito e cabe ao comandante da corporação expulsar ou não o policial militar. Já a decisão de exoneração de um servidor da PC parte do governador do Estado.

Em caso de expulsão do PC, ele pode baixar à cadeia pública ou ficar na carceragem da Delegacia Geral. PMs também baixam à Vidal, mas o juiz é quem define. Nestes casos a seguir, os desfechos não foram satisfatórios para as famílias e o sofrimento ainda perdura.

Estudante morreu por motivo banal

O caso do investigador da Polícia Civil Venâncio Washington Vieira Brás que, em 2010, confessou ter matado com um tiro na testa o estudante de medicina João Paulo Freire de Souza, que tinha 29 anos, na época, chocou a cidade. O crime aconteceu por volta das 4h30 do dia 21 de junho de 2010, próximo à sua residência, na rua dos Franceses, no bairro Alvorada 1, Zona Centro-Oeste de Manaus.

De acordo com uma amiga da vítima, João Paulo estava voltando da casa de outros amigos e o carro do investigador, uma picape Montana preta, de placas JXJ-0922, estaria bloqueando a passagem do veículo e os dois começaram a discutir. Segundo ela, o estudante saiu do carro e foi alvejado quando tentou se aproximar do investigador. Como o investigador se apresentou à polícia na época, ele não foi preso pelo crime. Ele foi indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar) e respondeu pelo crime em liberdade até 2013, segundo informações no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Ele continua solto.

Deixam garoto paraplégico

Um caso mais recente envolvendo policiais aconteceu no dia 11 de janeiro com três policiais da 25ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e um adolescente de 17 anos. O fato aconteceu em uma lanchonete na rua Flávio Costa, bairro Coroado 2, Zona Leste. De acordo com testemunhas, o adolescente e outros dois amigos estavam em um lanchando quando avistaram a viatura e correram.

Os policiais teriam descido do carro e efetuado disparos. Um dos tiros acertou o jovem nas costas. A ação foi filmada por moradores e uma parte mostra o menino pedindo socorro. Os PMs e moradores levantam o garoto e o colocam na viatura. Hoje, ele vive numa cadeira de rodas. A reportagem não conseguiu informações sobre os policiais.

Matou namorada policial

O caso da soldado da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Leidynina Luciane Silva de Araújo, que na época tinha apenas 19 anos, causou grande comoção. A policial militar foi morta com um tiro de pistola PT 40 (arma de uso exclusivo das Polícias Militar e Civil) no dia 5 de março de 2010, no segundo andar do residencial Carol 2, na rua 1ª de Abril, bairro da Betânia, Zona Sul. O namorado de Leidynina, na época, tenente da Rocam Pedro César da Silva Moreira, alegou que a soldado era “ciumenta e possessiva” e cometeu suicídio na frente dele. A família dela sempre contestou a versão dele e, um tempo depois, Pedro foi indiciado pelo delegado da época, Mariolino Brito, por homicídio, após reconstituição do caso. O processo tramita no Fórum Ministro Henoch Reis e Pedro, hoje em dia, é capitão da PM.


publicidade
publicidade
Justiça decreta prisão de três pessoas pelas mortes na Muzema, no RJ
Polícia Militar prende 11 pessoas e apreende 4 armas em ação no AM
publicidade
publicidade
publicidade
publicidade

publicidade
publicidade

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.