Sábado, 17 de Agosto de 2019
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Policiais são acusados de fazer estudante engolir brinco e spray de pimenta

Um dos PM's acusados é lotado na 22ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), no bairro São Geraldo, Zona Centro-Sul de Manaus. Os pais acreditam que o rapaz foi confundido com algum bandido



1.jpg Rapaz de 19 anos fez denuncia na corregedoria da polícia contra o policial que o obrigou a engolir um brinco. O raio X provou que o objeto está alojado em seu sistema digestivo
09/05/2013 às 21:44

A Corregedoria da Polícia Militar do Amazonas investiga a ação de policiais que teriam obrigado um estudante a engolir spray de pimenta e um brinco na última terça-feira (7).  O fato ocorreu na Rua Fortaleza, bairro São Geraldo, Zona Centro-Sul de Manaus.  Um laudo com resultado do exame de corpo de delito deve ser emitido em até 20 dias pelo Instituto Médico Legal (IML).

Segundo o estudante de um curso técnico de recursos humanos, Alessandro de Farias Furtado, 19, ele voltava para sua casa, às 21h30, quando foi abordado por um policial que estava sozinho em uma viatura. “Estava andando pela rua quando um policial me parou. Minutos depois chegou outra viatura com outro policial. Eles me pararam, depois engatilharam a arma e me levaram a pé para o beco Fortaleza. Lá me torturaram”, conta.  

O estudante acrescenta que ao chegar ao beco, a dupla de PM’s fez perguntas, bateu e fez ele engolir à forca um brinco. “O policial me deu uma gravata. Ficou perguntando ‘o que tava fazendo lá’. Como não respondia me forçaram a engolir uma argola que tinha na orelha apontando uma arma. Depois ele pediu para ver se tinha engolido, abriu minha boca e colocou spray de pimenta. Ai passei mal, cai e depois de um tempo os moradores da área me socorreram”, revela.   

Segundo os pais de Alessandro, chamaram o SAMU e ele foi levado para o Hospital 28 de Agosto. Eles procuraram o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e lá foram orientados a procurar a Corregedoria da Polícia Militar e IML.  

Um dos PM's acusados é lotado na 22ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), no bairro São Geraldo, ele foi identificado apenas como Jeferson, de acordo com a vítima.      

A mãe de Alessandro, a universitária Kátia Maria de Freitas,47, está revoltada. “Isso não se faz nem com um cachorro. Como fazem isso com uma pessoa?”.    

O pai, Alexandre Freitas, 50, pensa que o filho foi confundido com algum bandido. “É revoltante. Acho que pegaram meu filho por engano”, disse.

 

 

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