Domingo, 22 de Setembro de 2019
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Política amazonense: Controle nas mãos de Omar e Braga

Analista avalia que o troca-troca de partidos e a entrada em cena de outros dois não alteraram cacifado político no Amazonas



1.jpg Desfecho do embate político-eleitoral entre o governador Omar Aziz e o senador Eduardo Braga é o fio decisor
06/10/2013 às 11:51

Passada a primeira grande data do calendário eleitoral de 2014 (5 de outubro, data limite para os futuros candidatos se filiarem a um partido), as atenções se voltam agora para os rumos que pode tomar a queda de braço entre o governador Omar Aziz (PSD) e senador Eduardo Braga (PMDB). Por hora aliados, mas brigando para manter seus espaços, a direção que os dois caciques tomarem vai ter implicações diretas na briga pela cadeira de governador.

Líder com folga nas pesquisas de intenções de voto para o governo, Eduardo Braga viu essa semana um dos seus potenciais adversários em 2014, o vice-governador José Melo (ex-escudeiro do senador), aparelhar-se para as eleições, ao abocanhar a direção regional do Partido Republicano da Ordem Social (Pros). Omar Aziz participou das tratativas que acabaram com Melo na presidência do Pros.

Para o analista político Afrânio Soares, José Melo se fortalece ao conquistar um partido para viabilizar o projeto de candidatura. Mas isolado, o movimento não é suficiente para dificultar o caminho do senador para retornar ao posto de governador. “Não que o José Melo não tenha sua força. Mas o senador, ainda no grupo do governador Omar, não há rompimento até agora, continua forte”, disse o analista.

Segundo Afrânio, só o apoio de Omar à candidatura de José Melo, em detrimento da do senador Eduardo Braga, poderá equilibrar o jogo. Não só para o vice-governador, mas também para os demais nomes que se colocaram até aqui dispostos a disputar as eleições de 2014. “Não dá para dizer que está ameaçado (favoritismo de Braga), que a eleição ficou para o 2º turno. O Braga, hoje, tem excelente vantagem perante os nomes que se colocaram”, afirma Afrânio Soares.

Omar Aziz, que não pode disputar o governo, porque já foi reeleito em 2010, tem caminho livre para ficar com a única vaga para o Senado à disposição do Amazonas em 2014. Mas para se candidatar a senador, o governador tem de deixar o governo. A ação fortalecerá José Melo, que terá a máquina estadual durante a campanha.

O jogo de Artur e de Amazonino

Na segunda linha de caciques que podem influenciar na disputa pela sucessão de Omar Azia no Governo do Amazonas estão o prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), e o ex-prefeito da capital, Amazonino Mendes (PDT). Ambos gozam de bom relacionamento com o governador.

Artur Neto está há nove meses na Prefeitura de Manaus. Com o mandato, o tucano tornou-se também um dos potenciais candidatos ao Governo do Amazonas. Nas pesquisas de intenção de votos, o prefeito só fica atrás de Eduardo Braga. 

O prefeito garante que não será candidato em 2014. E tem ao seu lado o vice-prefeito, Hissa Abrahão (PPS), que se lançou como pré-candidato ao Governo do Amazonas.

Afastado dos holofotes desde que deixou a prefeitura, Amazonino Mendes pode dar um bom cabo eleitoral no interior, afirma Afrânio Soares. Mas dificilmente lançará o nome na disputa do próximo ano.

“Como candidato, acho que não vem. O que tenho visto é que a população acha que ele fez muito, deixou sua marca na história, mas não para ser o próximo governador”, afirmou Afrânio Soares.



PSD e PMDB dominam os espaços

Juntos, PSD, de Omar Aziz, e PMDB, de Eduardo Braga, comandam 40 das 61 prefeituras no interior do Estado. Nos demais municípios, as siglas que estão no poder, teoricamente, transitam na órbita dos dois caciques, com um ou outro pendendo mais para um lado.

O PSD tem 22 prefeitos. Enquanto o PMDB elegeu 18. As demais legendas que conquistaram prefeituras nas eleições de 2012 foram o PRP, PDT, PTB, PT, PSB, PCdoB, PR e PP.

Os prefeitos são cabos eleitorais importantes nas eleições nacionais/estaduais. Mas, segundo o analista Afrânio Soares, nem sempre os dirigentes municipais se apegam às ideologias partidárias para definir quem vão apoiar.

“Só a sigla não resolve. O prefeito pode ser de um partido A, mas apoiar informalmente o partido B. O cara vai apoiar aquele candidato que tem mais chance de ganhar”, afirma Afrânio.

O vice-presidente regional do Pros, deputado estadual Sidney Leite, disse, sem citar nomes, que a legenda nasce com mais de 12 prefeitos. “A partir de segunda-feira vamos sentar para tratar dessas filiações”, informou.





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