Domingo, 21 de Abril de 2019
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‘Política de saúde tem que ser universal, sem estratificação social’, diz especialista

Assuntos como a privatização da área da saúde, o trabalho do SUS e investimentos no sistema foram debatidos em evento nacional realizado em Brasília


24/04/2013 às 18:02

Entre as temáticas debatidas do seminário do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) realizado em Brasília, nesta quarta-feira (24), a privatização do sistema único de saúde, falta de recursos e de médicos para determinadas regiões do País, como a Amazônia, tiveram destaque.

Para a professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ligia Bahia, uma parcela do serviço do Sistema Único de Saúde (SUS) feito à população, não pode ser justificado apenas pela demora no atendimento. Para ela, deve começar a se pensar na construção de uma política de fortes investimentos no setor. “O aumento da renda per capita não é uma tragédia. O aumento da renda não significa privatização, mas pode significar universalização da saúde. A política de saúde tem que ser universal, sem estratificação social”, enfatizou especialista.

Ligia disse ainda que o país não deveria acreditar que a resolução dos problemas está na privatização. “Se não nos decidirmos para onde vamos, vai crescer a privatização. Pra crescer a privatização tem que desmerecer o público. Há evidências fartas que comprovam que a privatização não é o melhor caminho para o sistema de saúde, porque encarece, exclui coberturas e no fim não resulta em melhores indicadores de saúde. Os melhores indicadores são justamente dos países de sistemas universais”, comentou.

A especialista é favor de um sistema adequado para o padrão brasileiro de renda, tecnologia e que se torne um vetor de política social.

Dinheiro

Já o subsecretário de Ações Estratégicas, Ricardo Paes de Barros, definiu como “incoerência” o fato do brasileiro querer melhorias no sistema, sem abrir a carteira para isso. “Todos concordam que o setor precisa de dinheiro. Mas não querem saber de mais impostos. O povo defende que o dinheiro saia com o combate a corrupção ou ao desperdício. Ou seja eles dizem: ‘a saúde precisa de dinheiro, mais o problema é do governo”, destacou.

Ele sugeriu que o investimento no sistema seja repassado pela parte da população mais abonada. “Somos a favor da igualdade. Mas a sociedade tem que pagar pelo SUS se quer que ele melhore. As classes alta e média tem que pagar pela classe baixa, se quiser ser solidária com os que têm menos. O dinheiro tem que vir de algum lugar. Ou aumenta os impostos, ou quem pode pagar, paga. Esse é um caminho”, rechaçou.

O secretário Wilson Alecrim, presidente do Conass, ressaltou a importância de mais recursos para região Norte, que segundo ele, recebe pouco financiamento em relação ao resto do País. Isso influi diretamente na falta de médico na região, como explicou Alecrim. “Não existem médicos em quantidade suficiente para ocupar postos de trabalho em todo Brasil, principalmente no Amazonas. Os recursos da média e alta complexidade os estado da Amazônia tem menor recurso. O Amazonas tem cerca de R$ 132 por habitantes, enquanto que outros têm R$ 200. Queremos corrigir essa distorção”.

Nos próximos dois anos, uma das metas do Conass será a solicitação de mais médicos sem os quais, as ações de saúde são prejudicadas.

 

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