Publicidade
Cotidiano
Notícias

Polo de bebidas: entidades foram ao embate por competitividade da Zona Franca de Manaus

Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas (Abir) afirmou em comunicado que a redução do IPI 'tratava-se de nítido ataque à Zona Franca de Manaus, que poderia gerar graves prejuízos não apenas ao setor de bebidas, mas também a toda região Norte do País' 25/06/2015 às 20:47
Show 1
O impacto nas grandes empresas do setor, como Ambev, Coca-Cola, Brasil Kirin e Pepsico, ocorreria porque elas são isentas de IPI e recebem créditos tributários equivalentes a 20% do valor de venda para outras regiões. A mudança na tributação iria reduzir em 80% esse créditos tirando a competitividade em relação ao restante do País
Antônio Paulo Brasília (DF)

Entidades do setor de bebidas que possuem fábricas no Polo Industrial de Manaus foram ao embate pela derrubada do artigo do projeto de lei 863/15, votado ontem (25) na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), que prejudicaria o segmento.

Preocupadas com uma possível aprovação, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas (Abir), entidade, que representa grandes fabricantes do setor, afirmou em comunicado que a redução do IPI “tratava-se de nítido ataque à Zona Franca de Manaus, que poderia gerar graves prejuízos não apenas ao setor de bebidas, mas também a toda região Norte do País”.

O relatório de Leonardo Picciani ao PL 863/15,  trazia a tese da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) que reivindicava a redução do tributo para as pequenas e médias indústrias de bebidas que estão fora de Manaus. “Esse regime tributário hoje só beneficia as quatro maiores empresas e prejudica as demais concorrentes”, argumentou o presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros.

Contrária ao encaminhamento do bloco parlamentar a que pertence (PMDB/PP/ PTB), a deputada Conceição Sampaio declarou. “Voto ‘não’ porque são mais de 14 mil trabalhadores que atuam neste setor. Essa emenda afeta diretamente o Polo de concentrados da Zona Franca de Manaus, gerando desemprego e grandes prejuízos a economia do meu Estado”.

O impacto nas grandes empresas do setor, como Ambev, Coca-Cola, Brasil Kirin e Pepsico, ocorreria porque elas são isentas de IPI e recebem créditos tributários equivalentes a 20% do valor de venda para outras regiões. A mudança na tributação iria reduzir em 80% esse créditos tirando a competitividade em relação ao restante do País. O temor, dos políticos, era que o polo de bebidas frias fosse esvaziado com a saída dessa empresas do Estado do Amazonas, caso a medida fosse aprovada.


Publicidade
Publicidade