Domingo, 12 de Julho de 2020
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Polo de bebidas: entidades foram ao embate por competitividade da Zona Franca de Manaus

Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas (Abir) afirmou em comunicado que a redução do IPI 'tratava-se de nítido ataque à Zona Franca de Manaus, que poderia gerar graves prejuízos não apenas ao setor de bebidas, mas também a toda região Norte do País'



1.jpg O impacto nas grandes empresas do setor, como Ambev, Coca-Cola, Brasil Kirin e Pepsico, ocorreria porque elas são isentas de IPI e recebem créditos tributários equivalentes a 20% do valor de venda para outras regiões. A mudança na tributação iria reduzir em 80% esse créditos tirando a competitividade em relação ao restante do País
25/06/2015 às 20:47

Entidades do setor de bebidas que possuem fábricas no Polo Industrial de Manaus foram ao embate pela derrubada do artigo do projeto de lei 863/15, votado ontem (25) na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), que prejudicaria o segmento.

Preocupadas com uma possível aprovação, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não-Alcoólicas (Abir), entidade, que representa grandes fabricantes do setor, afirmou em comunicado que a redução do IPI “tratava-se de nítido ataque à Zona Franca de Manaus, que poderia gerar graves prejuízos não apenas ao setor de bebidas, mas também a toda região Norte do País”.



O relatório de Leonardo Picciani ao PL 863/15,  trazia a tese da Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil (Afrebras) que reivindicava a redução do tributo para as pequenas e médias indústrias de bebidas que estão fora de Manaus. “Esse regime tributário hoje só beneficia as quatro maiores empresas e prejudica as demais concorrentes”, argumentou o presidente da Afrebras, Fernando Rodrigues de Bairros.

Contrária ao encaminhamento do bloco parlamentar a que pertence (PMDB/PP/ PTB), a deputada Conceição Sampaio declarou. “Voto ‘não’ porque são mais de 14 mil trabalhadores que atuam neste setor. Essa emenda afeta diretamente o Polo de concentrados da Zona Franca de Manaus, gerando desemprego e grandes prejuízos a economia do meu Estado”.

O impacto nas grandes empresas do setor, como Ambev, Coca-Cola, Brasil Kirin e Pepsico, ocorreria porque elas são isentas de IPI e recebem créditos tributários equivalentes a 20% do valor de venda para outras regiões. A mudança na tributação iria reduzir em 80% esse créditos tirando a competitividade em relação ao restante do País. O temor, dos políticos, era que o polo de bebidas frias fosse esvaziado com a saída dessa empresas do Estado do Amazonas, caso a medida fosse aprovada.



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