Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
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Polo Industrial de Manaus perdeu 208 empresas em dez anos

De acordo com um estudo, elaborado pelo Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), entre 2005 e 2014, o número de indústrias em atividade no PIM caiu 30,14%, passando de 690 para 482 fábricas funcionando com laudo técnico em dia



1.jpg O PIM que há dez anos contava com quase 700 empresas em atividade, hoje possui menos de 500 fábricas ativas
07/02/2015 às 10:04

Mais de 200 empresas fecharam as portas no Polo Industrial de Manaus (PIM) no período de 2005 a 2014. O diagnóstico ,consta em um estudo  realizado pelo Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM) e vem como um alerta do órgão em relação à desaceleração no crescimento do modelo Zona Franca de Manaus (ZFM).

De acordo com o estudo, elaborado pelo economista e conselheiro consultivo José Laredo, o PIM fechou 2014 com 482 fábricas em operação contra 690 de 2005, uma redução de 30,14% no número de indústrias em atividade.  

“Algumas instituições informam que existem mais de 600 fábricas no Polo Industrial. Isso não é verdade. Hoje, efetivamente são 482 empresasfuncionando com o laudo técnico em dia”, afirmou o economista.

Ainda de acordo com ele, em um levantamento feito nos últimos dez anos, também ficou constatada uma queda de 11,27% nos projetos de implantação, o que provocou uma queda de 8,67% nos projetos de diversificação, ampliação e modernização de fábricas do PIM.
Isso denota que não estão vindo novas fábricas para cá na velocidade que estavam vindo antes”, avaliou.

Além da queda na implantação e nos projetos das fábricas já existentes, o economista apresentou como preocupante os números do setor de serviços do PIM.

“O setor de serviços, que implanta serviços de transportes, distribuição de carga e descarga, também caiu quase 16% (15,89%)”, ressaltou.

Para o vice-presidente da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, é necessário que os economistas se unam para trabalhar em um choque de gestão do modelo.

“Isso significa que precisamos criar estratégias de marketing para ‘vender’ o modelo para a indústria em todo o mundo e com isso  elevar a taxa de natalidade de novas fábricas”, disse.

Governo cobrado

Na última quinta-feira (5),empresários ligados a Fieam cobraram o governador José Melo sobre uma medida efetiva para conter a crise no Parque fabril.

O presidente da Fieam, Antônio Silva,  disse que a prorrogação da Zona Franca não é um passe de mágica para resolver os problemas que emperram o modelo de desenvolvimento do Estado.

“Sem assegurar autonomia, infraestrutura de transporte não é possível. A Suframa foi atrofiada. Perdemos a autonomia para aplicar os recursos do setor produtivo e verbas de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Não podemos ficar reféns do voluntarismo político da união”, afirmou.

Pelo levantamento da Fieam, o contingenciamento acumulado de recursos da Zona Franca de Manaus, que deveriam ser investidos na região, é da ordem R$ 3 bilhões.

“As verbas, que hoje são retidas pelo governo federal e empregadas para compor o superávit primário da União, deveriam ser aplicadas em ações para desenvolver a infraestrutura e melhorar as condições sociais da região”, afirmou Silva.

 


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