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Cotidiano
APÓS CONFUSÃO

População de Caapiranga encontra corpo de homem desaparecido enterrado

Um grupo de moradores tentou linchar os suspeitos do homicídio nesta semana e trocou tiros com policiais na Delegacia do município 24/08/2018 às 16:35 - Atualizado em 24/08/2018 às 16:40
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Moradores de Caapiranga encontraram enterrado nesta sexta-feira (24) o corpo de Cosmo Dantas Mendes, que estava desaparecido desde a última segunda-feira (20). Na última quarta-feira (22), um grupo tentou entrar na 32º Delegacia Especializada de Polícia para linchar os suspeitos de envolvimento no homicídio de Cosmo e trocou tiros com policiais do município que fica a 134 km de distância de Manaus.

Um homem morreu e doze pessoas ficaram feridas na confusão, entre elas um delegado e um promotor de Justiça. A delegacia foi depredada.

Uma fonte de Caapiranga ouvida pela reportagem contou que o corpo de Cosmo foi localizado em terreno próximo a uma área popularmente conhecida como “balneário”, na tarde de hoje. A assessoria de imprensa da Polícia Civil também confirmou a identificação do cadáver. O corpo está sendo removido para Manaus para a realização do exame de necropsia no Instituto Médico Legal (IML).

Após a confusão em Caapiranga, Osiane Mendes Lopes e Reginaldo Pereira dos Santos Júnior, presos apontados como suspeitos de participação no homicídio, foram transferidos na tarde dessa quinta-feira (23) para Manacapuru.

Entenda o caso

Desde segunda-feira (20), Cosmo Dantas Mendes estava desaparecido e, segundo denúncias e investigações da polícia, Osiane Mendes Lopes e Reginaldo Pereira dos Santos Júnior, presos pela Polícia Civil em Caapiranga, são suspeitos da execução do rival. Até o momento, o corpo de Cosmo não foi localizado.

De acordo com a Polícia Civil local, os três têm diversas passagens pela polícia por envolvimento com o tráfico de drogas, porte de arma de fogo e homicídio. Osiane, vulgo “Pingo”, fazia parte do mesmo grupo criminoso de Cosmo, conforme informações preliminares. Mas estavam rompidos.

Segundo o promotor de Justiça Daniel Amazonas, ele foi chamado pelo delegado Sinval Souza, titular da 32ª Delegacia, na quarta-feira, para negociar com centenas de manifestantes que queriam invadir o local e linchar a dupla presa.

A situação, que já era tensa, ficou descontrolada por voltas das 17h, quando a multidão tentou invadir a delegacia atirando pedras. Os policiais deram tiros de advertência e daí, começou a troca de tiros entre manifestantes e policiais.

“Eu estava no pátio da delegacia, jogaram um tijolo na minha direção, aí eu vi que começou aquela chuva de pedras, um policial deu um tiro para o chão, outro um tiro pra cima. Os policiais começaram a atirar pra se defender, não agiram de forma açodada. Foi meia hora de troca de tiros, a própria segurança institucional do MP foi lá, me resgatou, e confirmou que encontraram cápsulas de rifles, balas do outro lado que também atirou, mas o estrago foi grande, destruíram a delegacia”, relatou o promotor.

Após a troca de tiros, populares ainda tentaram incendiar a delegacia jogando bombas caseiras, e também fizeram barricadas para impedir a saída de quem estava no prédio, segundo Daniel.

Tropa extra

Reforços da Polícia Militar e Polícia Civil foram enviados a Caapiranga no início da noite desta quarta-feira para conter ações de depredação do patrimônio público e tentativa de invasão a 32ª Delegacia.

Feridos

As seis pessoas que permanecem internadas em unidades hospitalares do Amazonas após a confusão ocorrida nessa quarta-feira tiveram ferimentos provocados por arma de fogo. Quatro delas permanecem em observação, um tem quadro de saúde estável e outra segue internada em clínica cirúrgica, conforme informou a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) na tarde dessa quinta-feira. Outras quatro pessoas também ficaram feridas, receberam atendimento médico em Caapiranga e foram liberadas.

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