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Cotidiano
Saúde

População de Manacapuru volta a ter água tratada nas torneiras

A falta de tratamento nas estações de captação do sistema que abastece a cidade provocou um surto de diarreia no município, neste início de ano 10/01/2017 às 05:00 - Atualizado em 10/01/2017 às 11:27
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O tratamento da água deixou de ser feito em outubro de 2016 por falta de insumo (Foto: Clóvis Miranda)
Silane Souza Manaus (AM)

Após quase três meses, a população de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus) voltou a ter água tratada nas torneiras. A falta de tratamento nas estações de captação do sistema que abastece a cidade provocou um surto de diarreia no município, neste início de ano. De acordo com a direção do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), a água começou a ser tratada novamente no último fim de semana. O serviço havia deixado de ser feito em outubro de 2016 por falta de insumo.

De acordo com a secretaria municipal de Saúde, Marilyn D’Angelo, o abastecimento voltou à normalidade depois que a Prefeitura de Manacapuru decretou situação de emergência, por causa da alta incidência da doença, e comprou os produtos químicos para o tratamento da água de forma mais rápida, com a parte burocrática simplificada. Ela também destacou que a primeira remessa de hipoclorito de sódio disponibilizada pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) foi distribuída a população.

A direção do Saae informou que comprou material químico para um mês, tendo em vista que a aquisição é feita mensalmente. Entre os produtos adquiridos estão: sulfato de alumínio, hipoclorito e hidróxido de cálcio, agentes coagulante, desinfectante e neutralizante, respectivamente. Ainda conforme a direção do órgão, todas as duas Estações de Tratamento de Água (ATA) da cidade, localizadas nos bairros Liberdade e São Francisco, estão recebendo tratamento desde o último sábado.

O diretor presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, disse que está em contato com a secretária Marilyn e acompanhando o caso de perto. Ele destacou que as análises feitas pela Fundação apontaram forte associação para a questão do veículo de contaminação ser água, principalmente a de captação do rio Miriti. “A secretaria disse que já iniciaram o sistema de tratamento de água local, então acreditamos que isso possivelmente dará uma melhorada na situação dos casos de diarreia”, observou.

Outro fator que pode contribuir para a diminuição da incidência da doença, para Bernardino, é a distribuição de hipoclorito de sódio a população. Conforme ele, a FVS disponibilizou, na quinta-feira passada, 10 mil frascos de hipoclorito de sódio para a Prefeitura de Manacapuru. De acordo com a secretaria de Saúde do município, Marilyn D’Angelo, ontem equipes da pasta vieram a Manaus pegar mais uma remessa do produto para ser entregue aos manacapuruenses.

Mais de 800 casos

Até o último domingo, 827 pessoas deram entrada no Hospital Geral de Manacapuru com os sintomas da doença. Esse número pode ser maior tento em vista que muitos acabam se tratando em casa. De acordo com a secretaria municipal de Saúde, Marilyn D’Angelo, o aumento dos casos de diarreia começou em outubro do ano passado, quando foram registrados 316 casos, em novembro foram 310 casos e dezembro 330.

A água distribuída a população pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Manacapuru (Saae) deixou de ser tratada em outubro do ano passado por falta de insumo. “O prefeito teve que decretar situação de emergência porque nós (atual gestão) recebemos o Saae em péssimas condições e com o estoque de produtos químicos para o tratamento da água zerado”, contou Marilyn.

Contaminada

As análises de qualidade da água, que foi coletada pela equipe da FVS no sistema de captação do rio Miriti, apontaram que ela estava realmente contaminada e imprópria para consumo.

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