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Por falta de reagentes na perícia, jovens presos com supostas drogas sintéticas são soltos

Os jovens estavam em uma festa no Tarumã quando foram surpreendidos pela polícia, que encontrou com eles 507 adesivos que seriam de LSD e 195 comprimidos que seriam de ecstasy 07/11/2015 às 22:09
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Com os jovens, a polícia também encontrou uma espingarda calibre 32 com duas munições intactas, dois dichavadores, três narguilés, um cachimbo e uma balança de precisão
ACRITICA.COM Manaus (AM)

A juíza Rosália Guimarães Sarmento, da 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), relaxou, nesta sexta-feira (6), a prisão de dois jovens por tráfico de drogas realizada na última segunda-feira (2). Isso porque o Instituto de Criminalística está sem os reagentes que comprovariam a posse de drogas sintéticas. Um terceiro jovem preso na mesma ocorrência teve liberdade provisória concedida por causa dos bons antecedentes que possui.

O trio foi preso pela Polícia Militar durante uma festa em um sítio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. Os policiais da Ronda Ostensiva Candido Mariano (Rocam) receberam uma denúncia anônima informando que havia uma pessoa vendendo drogas ali.

Com Paulo Henrique Marques de Sousa, de 21 anos, Nelson Oliveira Barros Neto, de 20 anos, e Laila Thallyne Alves Aguiar, de 20 anos, foram apreendidos:

* 1 porção de maconha

* 2 porções de supostamente haxixe

* 507 adesivos micropontos multicoloridos (supostamente LSD)

* 24 comprimidos de formato retangular e coloração avermelhada (supostamente ecstasy)

* 109 comprimidos de formato redondo de e coloração alaranjada (supostamente ecstasy)

* 62 comprimidos de coloração rosa (supostamente ecstasy)

De todo esse material, apenas a maconha foi comprovada. A posse da droga foi atribuída a Paulo Henrique Marques de Sousa, que foi o jovem que teve a liberdade provisória concedida.

"O Laboratório de Toxicologia  Forense deste Instituto de Criminalística, até a presente data, somente dispõe de reagentes para a análise imediata de substância entorpecente (cocaína) e psicotrópica (maconha). Por tais motivos, será retido para posterior análise química instrumental em saco plástico devidamente identificado, lacrado e rubricado [os materiais tidos como supostamente LSD e ecstasy]", informa trecho do laudo do IC presente nos autos do processo.

As prisões foram relaxadas, assim como a liberdade provisória foi concedida, após solicitação dos advogados do trio. Os pedidos de soltura tiveram parecer favorável do Ministério Público do Amazonas (MP-AM).

"Compulsando  os autos , verifico que assiste razão ao representante do Ministério Público, haja vista que não foi possível constatar, por ora, a natureza das substâncias apreendidas em poder dos indiciados Laila Thallyne Alves Aguiar e Nelson Oliveira Barros Neto", reconheceu a juíza na decisão.

Além das substâncias não comprovadas, foram apreendidos com os jovens instrumentos para o consumo de drogas como dichavadores (2), narguilés (3) e um cachimbo. Também foram apreendidas uma espingarda calibre 32, com duas munições intactas, uma balança de precisão e dois celulares.

A reportagem do Portal A Crítica ligou para o diretor do Instituto de Criminalística, no telefone 91xx-xx57, mas as ligações não foram atendidas até o fechamento desta edição.

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