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Por falta de vaga em presídio federal, 'João Branco' será encaminhado de volta a Manaus

Delegado federal confirmou a transferência do narcotraficante, preso desde esta quinta-feira (25) em Roraima, para a capital amazonense, após solicitações de cela em presídios federais de segurança máxima terem sido negadas por falta de vaga disponível. Comparsas ficarão em Boa Vista 26/02/2016 às 11:20
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João Branco Pinto Carioca foi preso na manhã desta quinta-feira (25)
Joana Queiroz Manaus (AM)

Após ser preso por agentes da Polícia Federal de Roraima, tentando entrar no Brasil pela fronteira com a Venezuela, o João Pinto Carioca, o "João Branco", será transferido de volta a Manaus sob um forte esquema de segurança. A chegada do narcotraficante está marcada para a tarde desta sexta-feira (26), de acordo com o delegado federal Rafael Caldeiras, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Federal do Amazonas.

Segundo A CRÍTICA noticiou nesta quinta e sexta-feira, o destino de João Branco dependia de uma vaga disponível em algum presídio federal de segurança máxima, com preferência pelo de Catanduvas, no Paraná. Porém, foi confirmada a indisponibilidade para receber o detento em diversos presídios federais. O local onde o criminoso ficará detido, no entanto, não foi revelado.

Já os "batedores" Alexandre de Oliveira Lemos, Makysoniel Nogueira Braga e Antonio Oliveira Oliveira - presos junto com o narcotraficante - serão indiciados pelo crime de associação criminosa e ficarão presos em Boa Vista, à disposição da Justiça Federal.

De acordo com fontes da PF-RR, João Branco demonstrava a todo instante certa ansiedade sobre a sua transferência. O que ele mais pergunta, segundo testemunhas, é para onde vai ser levado. Ainda nesta quinta-feira, o secretário da Secretária de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio, disse que nas unidades prisionais não houve nenhuma manifestação aparente depois da notícia da prisão de João Branco.  

PF foi 'safa' na barreira

Em Pacaraima, município roraimense fronteiriço com a Venezuela, local onde João Branco e mais três homens, apontados como seus "batedores", foram presos, há dois postos de fiscalização para quem entra no País. Um deles é da Sefaz e o outro da Polícia Federal.

Informações preliminares apontam que a PF já tivesse informações sobre a vinda de João Branco ao Brasil, pois "coincidentemente", nesta quinta-feira, eles estavam auxiliando na fiscalização do posto da Sefaz, ao invés de estarem em seu posto fixo, pouco mais a frente.

Segundo testemunhas, os três batedores foram na frente e, consequentemente, foram detidos primeiros, a princípio como suspeitos. Logo em seguida surgiu João Branco, que foi questionado e preso junto com os comparsas.

São eles os ex-presidiários Alexandre de Oliveira Lemos, 35 (que, segundo a polícia, comandava pelo menos dez bocas de fumo nos bairros Zumbi,  Grande Vitória e Jorge Teixeira, na Zona Leste de Manaus);  Makysoniel Nogueira Braga, 31 (preso em 2010 por tentativa de homicídio e porte ilegal de armas depois de terem disparado sete tiros contra Tiago Alves e o policial civil Ado Evangelista dos Santos Nascimento); e Antônio Oliveira Oliveira, 22.

Alexandre e Makisoniel são naturais de Manacapuru. De acordo com as investigações feitas pela Polícia Civil, no município, os narcotraficantes possuíam uma base, na estrada AM-070, nas proximidades do balneário Miriti, onde funcionava uma espécie de restaurante, e foi nesse local que foi planejado a morte do delegado Oscar Cardoso, conforme depoimento do empresário Mário Jorge Nobre de Albuquerque, preso dias após a morte do delegado.


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