Domingo, 16 de Junho de 2019
POLÍTICA

Por unanimidade, vereadores da oposição são cassados na Câmara Municipal de Coari

Quarteto é acusado de corrupção ativa, improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar



coari-cam_CD60E792-26CE-4633-9003-ACB66A1541A2.jpg Foto: Reprodução/Internet
16/05/2019 às 17:20

Os quatro vereadores que eram oposição na Câmara Municipal de Coari foram cassados por unanimidade na sessão de julgamento ocorrida na noite dessa quarta-feira (15). Ademoque Filho (PSDC), Aderval Cordovil (PCB), Ewerton Medeiros (DEM) e Samuel Castro (PSL) são acusados de corrupção ativa, improbidade administrativa e quebra de decoro parlamentar. O advogado dos quatro entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) para reaver os cargos. 

O vereador cassado Aderval Cordovil contou ao Portal A Crítica que já esperava pelo resultado, pois os outros 11 colegas que compõe a Câmara haviam deixado claro que votariam a favor da cassação. 

“Não tem articulação, a ordem vem de cima para baixo. Eles dizem que não podem ir contra o prefeito Adail Filho e contra o presidente da Câmara, Keitton Pinheiro. O próprio Keitton presidiu para ter certeza de que ia correr tudo do jeito que eles queriam. Não tem conversa, não tem oposição, não tem nada”, afirma. 

Elton Barreto, advogado dos quatro vereadores, disse que recorreu ao TJ-AM. “Vamos mais uma vez corrigir esses atos arbitrários que são feitos pela Câmara que, na verdade, é uma extensão da mão do prefeito. Durante os quatro anos de mandato do Adail Filho, ele vai ter o primo dele como presidente da Câmara. Eles mudaram a resolução permitindo a reeleição. Então, quantas vezes o Tribunal arquivar os processos que eles abrem de maneira irregular, novamente eles iniciam uma nova comissão, e sempre contra os mesmos quatro vereadores”, argumenta. 

A reportagem tentou, sem sucesso, contato com o presidente da Câmara, Keitton Pinheiro (PTB).

Cassação

O processo de cassação dos vereadores iniciou em março de 2018. À época, a Casa Legislativa informou que eles estavam procurando funcionários públicos “com o intuito de que estes informassem aos vereadores eventuais condutas ilegais ocorridas na atual administração, as quais seriam entregues ao promotor de justiça Weslei Machado para que este ajuizasse ações contra Adail Filho”, diz trecho.

Repórter de A Crítica

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