Terça-feira, 18 de Junho de 2019
GESTÃO

Portaria do Governo revoga edital de trabalho da ABio que faria gestão do CBA

Medida do Governo desmancha o edital publicado em novembro de 2018 que reestruturaria o Centro de Biotecnologia da Amazônia e devolve à Suframa a responsabilidade pela gestão das atividades científicas da bioeconomia da região.



cba_dois_agorra_CED382F9-4C54-4364-9DEA-459C61965A52.JPG A sede do CBA está localizada na área do distrito industrial. Foto: Arquivo AC
02/05/2019 às 09:01

O governo federal jogou uma pá de cal no sonho da reativação do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), ao revogar o edital do novo CBA, através da portaria 141 de 26 de abril último, publicada no Diário Oficial da União (DOU). Com essa medida, o edital de chamamento público 2/2018 para a gestão do CBA feito pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) deixa de ter validade.

A Aliança de Bioeconomia da Amazônia (ABio) formada pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam); Universidade do Estado do Amazonas (UEA); Instituto Federal do Amazonas (Ifam); Fundação Amazonas Sustentável (Fas); Universidade Nilton Lins ;Fundação Oswaldo Cruz-Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz); Secretaria de Meio Ambiente do Amazonas (Sema); Secretaria de Planejamento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Seplancti); Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Bionorte); Rede de Inovação e Empreendedorismo da Amazônia (Rami); Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam); Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) perderam o direito de administrar a instituição.

Neste momento, tudo indica, a Suframa, que tem à frente o superintendente Alfredo Menezes, coronel da reserva do Exército Brasileiro, é a mais cotada para tocar as atividades científicas da bioeconomia do CBA, que deverá receber apoio internacional nos desdobramentos de suas pesquisas das matérias primas da floresta, que servem de base para seus laboratórios.

A proximidade de Menezes com o presidente da República, Jair Bolsonaro, é um ingrediente decisivo para que se de celeridade na liberação de recursos para o CBA, tão logo se defina a política que será posta em prática na instituição.

Transformar em produtos para o mercado o que se produz no CBA é a prioridade do Planalto, que optou pelo afastamento da ABio.

Mobilização

A ABio, por sua vez, permanecerá mobilizada na busca de respostas para a biodiversidade da maior floresta tropical do planeta, que em sua fauna, flora, rios, subsolo e conhecimentos tradicionais dos indígenas e caboclos, tem as 'chaves' para o futuro; em um planeta cada vez mais dependente de ciência avançada e produtos da floresta profunda, para suprir às necessidades de mais de 7 bilhões de habitantes, em praticamente todos os setores da vida moderna.

Sem estrutura

Localizado no distrito industrial de Manaus, o pomposo prédio do CBA, inaugurado em 2004, tem 12 mil metros quadrados de área construída e 25 laboratórios bem equipado. No entanto, nunca funcionou a contento por não ter autonomia jurídica, nem vinculação com algum ministério, tampouco estava apto a receber recursos regulares do governo federal.

O CBA ficou funcionando até 2015  como um anexo da Suframa, quando Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) assumiu a administração.

Texto: Antônio Ximenes

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