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'Posso perfeitamente demiti-los', diz Artur Neto sobre manifestação na Câmara Municipal

Na Câmara Municipal para a leitura de sua mensagem anual aos vereadores na abertura do ano legislativo, prefeito de Manaus diz que vê a manifestação como esforço de uma minoria de guardas municipais e ameaça servidores com demissão 15/02/2016 às 12:05
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Desde o ano passado, a categoria dos guardas municipais tem feito uma série de reivindicações ao prefeito, entre elas, a de porte de armas de fogo
Janaína Andrade Manaus (AM)

Durante entrevista, o prefeito Artur Neto (PSDB) ameaçou demitir líderes do movimento grevista dos guardas municipais, que realizam neste momento manifestação em frente a Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Artur se encontra no órgão para a leitura de sua mensagem anual, que dá início aos trabalhos legislativos em 2016. Outras autoridades locais também são esperadas na cerimônia.

Segundo o prefeito, esses guardas não são efetivos e são passíveis de demissão. "Existe uma minoria de guardas municipais que não compreendem algumas coisas e querem ser tratados como militares. Não compreendem que neste momento não posso dar armas a eles. Posso perfeitamente pegar o cabeça deles e demiti-lo. Não tolero de jeito algum quebra de hierarquia. Isso que eles estão fazendo é jogo político", afirmou.


Desde o ano passado, a categoria dos guardas municipais tem feito uma série de reivindicações ao prefeito, entre elas, a de porte de armas de fogo. Em seu discurso, Artur voltou a falar sobre o protesto, ao qual se referiu como "uma pequena manifestação".

"Se [essa manifestação] fosse de professores, eu aceitaria com um sorriso nos lábios. Se fosse de técnicos da saúde, receberia com um sorriso nos lábios, com muita tranquilidade. Como a reivindicação da guarda, que não está preparada para isso ainda, é se tornar uma guarda metropolitana com direito a usar arma e no meu governo, não vai usar arma, então óbvio que eu vou daqui para o meu gabinete estudar medidas muito duras, com a possibilidade inclusive de demissão imediata", declarou o prefeito.

Ele afirmou novamente que considera o ocorrido como quebra de hierarquia, condenando-o severamente. "Quebra de hierarquia deve ser punida porque, além da democracia e do diálogo, eu prezo a autoridade, a autoridade que eu exerço, a autoridade que essa cidade passou a ter. Tenho autoridade e vou provar com clareza já nesta tarde que essa cidade tem autoridade", asseverou o gestor municipal, sendo aplaudido pelos presentes.


Balanço

Em sua mensagem, o prefeito fará um balanço de sua administração e apresentará as metas a serem executadas em 2016, além de abordar as parcerias com os órgãos governamentais.

A leitura da mensagem acontecerá na presença dos vereadores e autoridades convidadas, tais como o governador do Estado, José Melo (Pros). Já na terça-feira (16), os trabalhos legislativos seguirão normalmente na CMM.

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