Sexta-feira, 30 de Julho de 2021
Recuperação

Postos de trabalho no setor de construção crescem 12,4% no Amazonas, aponta pesquisa

Após perda de 55,8% das ocupações, entre 2013 e 2017, os números apontam para o início de uma recuperação do setor entre 2017 e 2019



show_BA2BDD1B-D439-4F10-BD9E-2ADA3D6D4042.JPG Foto: Reprodução
17/06/2021 às 16:00

Os resultados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) 2019, divulgados hoje (17) pelo IBGE, sugerem que o contexto de instabilidade econômica e institucional ainda não foi plenamente superado pela indústria da construção, porém, os números apontam para o início de uma recuperação do setor entre 2017 e 2019.

A PAIC retrata as características estruturais do segmento empresarial da atividade da construção no país. As informações são utilizadas para a análise e o planejamento econômico das empresas do setor privado e dos diferentes níveis de governo.



Destaques

Em 2019, número de empresas ativas (500) apresenta estabilidade em relação a 2010 (503), contudo, mais empresas entraram em atividade entre 2017 e 2019. Nesse período, a Indústria da Construção no Amazonas ganhou 43 empresas, crescimento de 8,6%.

Entre 2010 e 2019, houve redução de 31,5% no número de pessoas ocupadas na indústria da construção do Amazonas. Se considerarmos o período entre 2013 e 2017, o percentual é maior, de 55,8% de perdas. Contudo, entre 2017 e 2019, o número de ocupações no setor voltou a subir, alcançando 12,4% de crescimento no período.

Número de empresas ativas e de pessoas ocupadas

O setor de construção englobava 500 empresas ativas ao final de 2019, indicando estabilidade em relação a 2010, quando havia 503 empresas, no Amazonas. Tomando como referência o período mais recente, em 2014, foram registradas 725 empresas no setor, mas, entre 2014 e 2017, o setor perdeu 268 empresas, uma redução de 37,0%. Já entre 2017 e 2019, a Indústria da construção ganhou 43 empresas, crescimento de 8,6%.

Entre 2009 e 2019, o Pará obteve destaque na participação de empresas ativas no setor da construção, na Região Norte, saltando de 35,7% para 37,7% sua representação; aumento de 25 empresas no período. Em relação ao número de empresas ativas, a participação do Amazonas na Região Norte manteve-se estável (23,01%, em 2010, e 23,38%, em 2019).

Em 2019, as empresas da construção ocupavam 19.254 pessoas, no Amazonas, contingente 31,5% menor do que em 2010 (28.016). Nesse período, esse setor perdeu 8.762 postos de trabalho. O auge da ocupação no setor ocorreu em 2013, com 38.717 trabalhadores. Desse momento até 2017, a perda de postos de trabalho chegou a 21.592 pessoas, ou 55,8% do total. Já entre 2017 e 2019, a Indústria da construção ganhou 2.129 postos de trabalho, 12,4% de crescimento.

Salários e custos

As empresas da indústria da construção no Amazonas pagaram um total de R$ 532,1 milhões em salários, retiradas e outras remunerações, em 2019. Em 2010, esse valor foi de R$ 570,5 milhões, ou seja, R$ 38,4 milhões a menos.

Se o valor dos salários, retiradas e outras remunerações foi menor em 2019, em relação a 2010, os custos de incorporação e das obras e/ou serviços da construção não foi diferente. Em 2010, esses custos alcançaram R$ 1,661,6 bilhão, e em 2019, os custos somaram 1,175,4 bilhão, ou seja, 486,2 milhões a menos.

Valor de incorporações

A atividade da construção no Amazonas gerou R$ 3,333 bilhões em valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção em 2019; valor inferior ao registrado em 2009 (4,167 bilhões). De 2010 a 2019, no valor das incorporações ou obras, o Amazonas perdeu representatividade na Região Norte, caindo de 23,3% para 21,5%. Em valores absolutos, isso representou queda de 834 milhões de Reais. Apesar dessa queda em dez anos, entre 2017 e 2019, o valor das incorporações voltou a aumentar, indo de 2.977 bilhões, para 3,333 bilhões de Reais.

O Pará, por sua vez, em dez anos, ganhou representatividade na Região Norte, passando de 31,1%, em 2010, para 52,9% em 2019; ou, em valores absolutos, 2,6 bilhões de Reais. Amazonas, Acre, Rondônia e Tocantins foram os estados da Região Norte que tiveram perdas no valor das incorporações entre 2010 e 2019. Com isso a Região Norte perdeu 1,2 ponto percentual de representatividade em nível nacional.

Região Sul foi a que mais cresceu, ultrapassando o Nordeste

Na análise de empresas com 5 ou mais pessoas ocupadas, entre 2010 e 2019, a região Sudeste permaneceu liderando em participação (49,6%) no valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção. Porém, houve uma mudança estrutural relevante: a Região Sul (18,0%) ultrapassou o Nordeste (17,5%) e passou para a segunda posição neste ranking. O Centro-Oeste (8,9%) e o Norte (6,0%) permaneceram na quarta e quinta posições, respectivamente.

O setor mostra progressiva desconcentração regional, com redução nas participações do Sudeste, Nordeste, Norte e do Centro-Oeste em favor da Região Sul, cuja participação cresceu 5,5 p.p. no decênio analisado.

O Sudeste ocupava 49,3% dos trabalhadores da construção em 2019. Em 10 anos, o Nordeste foi a região com a retração mais intensa na sua participação de mão de obra (3,0 p.p.), que caiu de 22,7% para 19,7%, acompanhando o movimento de redução na participação do valor gerado em obras no período. O Norte também perdeu participação, caindo de 7,0% para 5,6%. O Sul teve o maior avanço (3,9 p.p.) entre 2010 e 2019, com sua participação na ocupação do setor passando de 13,4% para 17,3%, enquanto a participação do Centro Oeste manteve-se praticamente estável: 8,3%, em 2010, e 8,1%, em 2019.

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